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Dinheiro
13/10/2008 - 14h53

BC libera R$ 47 bi do compulsório e estende ajuda a bancos médios

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central anunciou novas mudanças nas regras dos depósitos compulsórios para colocar mais dinheiro na economia e ajudar os bancos brasileiros que enfrentam problemas de liquidez. Essas alterações significam a liberação de R$ 47,1 bilhões dos R$ 100 bilhões que foram prometidos mais cedo pelo BC.

O compulsório é a parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos precisam recolher junto ao BC. Esse mecanismo ajuda a autoridade monetária a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.

As mudanças são:

No compulsório sobre exigibilidade adicional (que inclui depósitos a vista, prazo e poupança), o limite de dedução aumentou de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão. Isso vai significar a liberação de R$ 8 bilhões a partir de hoje.

O limite de dedução do compulsório sobre depósitos a prazo passou de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões, com impacto de R$ 13,1 bilhões a partir de 17 de outubro.

Os bancos também terão direito a fazer um abatimento em relação ao compulsório recolhido sobre operações de leasing. Eles poderão abater o dinheiro que for gasto nos leilões realizados pelo BC de venda de dólares com compromisso de recompra. O valor da compra em dólares será convertido para reais e poderá ser abatido do compulsório.

Nesse caso, o potencial de dinheiro a ser liberado na economia é de até R$ 20 bilhões, a partir do dia 24 de outubro. O benefício vale entre a data da compra dos dólares e a data da recompra pelo BC.

Em relação ao desconto no compulsório sobre depósitos a prazo para quem comprar carteiras de crédito de outros bancos, muda o patrimônio de referência do banco vendedor, que sobe de R$ 2,5 bilhões para R$ 7 bilhões. O percentual de desconto para quem comprou sobe de 40% para 70%.

A liberação potencial será de R$ 6 bilhões a partir do dia 17.

Segundo o BC, além de vender a carteira de crédito, os bancos menores poderão vender também outros ativos, principalmente aqueles ligados a fundos de investimentos desses bancos.

Poderão ser vendidos: direitos creditórios oriundos de operações de leasing; títulos de renda fixa emitido por entidades privadas não financeiras integrantes de fundos de investimentos regulamentados pela CVM; direitos creditórios integrantes de carteiras de fundos de investimentos de direitos creditórios (FIDC) regulamentados pela CVM; quotas de fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDC) organizados pelo Fundo Garantidor de Crédito.

R$ 100 bilhões

Nas duas últimas semanas, o BC já vinha fazendo uma série de mudanças nessas regras. A alteração no compulsório é uma tentativa de disponibilizar mais dinheiro para que os bancos possam emprestar uns para os outros e para empresas. Com a piora na crise financeira nos EUA, os bancos pequenos no Brasil, em especial, vêm enfrentando dificuldades para conseguir dinheiro no exterior.

Hoje pela manhã, o BC informou que promoveria novas mudanças, de acordo com a necessidade, para liberar até R$ 100 bilhões do compulsório. Os R$ 47,1 bilhões liberados agora fazem parte desse total. Nas semanas anteriores, o BC fez alterações no compulsório que representaram, juntas, a liberação de outros R$ 60 bilhões na economia.

Em agosto, o BC havia recolhido cerca de R$ 260 bilhões em todas as modalidades de compulsório.

Comentários dos leitores
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nivaldo Lacerda (112) 01/02/2010 17h30
Nao se deixem enganar pela propaganda, os EUA quebraram pois o governo nao teve controle dos especuladores, eles ficaram milionarios correndo riscos com dinheiro do imposto.
O Brasil nao teve problemas porque os bancos nao precisaram correr risco nenhum tiveram lucro usando dinheiro do governo com alto juros aprovado pelo governo, mas como os custos em geral estao crescendo muito impulsionado por propagandas suspeitas, quem pode quebrar no Brasil e a classe media pois nao terao $$ para pagar o alto custo dos servicos de crecdito brasileiro.
Portanto olho vivo nao se deixem individar por propagandas enganosas...a coisa pode quebrar, temos que ter o pe no cha.
sem opinião
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JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
JOSE MOTTA (110) 01/02/2010 15h32
OS GRANDES SETORES, NACIONAIS OU ESTRANGEIROS), BANCOS, ESTATAIS (PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, CAIXA ECONOMICVA FEDERSAL), AMBEV, AUTOMOTIVA, ALIMENTCIA, E MUITAS OUTROS, NESSE PÁIS MANDAM E DESMADAM, GANHAM QUANTO QUEREM. QUESTIONA-SE, SERÁ QUE UM PAIS DO PRIMEIRO MUNDO TERIAM TANTO LUCRO ASSIM SEM DAR NADA EM TROCA PARA A POPUÇÃO? E A PETROBRAS,O SOGAN "O PETROLEO É NOSSO", NOSSO DE QUEM? TEMOS UM DAS GASOLINAS MAIS CARA DO MUNDO. E O CAIXA PRETO DA PETROBRAS? VIVA O LULA. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
Olmir Antonio de Oliveira (124) 29/01/2010 22h40
A respeito da volta da cobrança do ipi. É por demais conhecida a alta carga trkibutária brasileira, assim como esta redução de preços, aos trabalhadores de salários baixos e buscando melhorias que possam lhes dar mais capacidade de consumo, a não repassar a volta da taxação do ipi seria uma retribuição aos beneficios recebidos, um empenho em prol de ganhos de escala. Consumidor brasileiro que paga preços altos quando comparado aos praticados em diversos países, históricamete tem sido assim. No pós estouro de manada, crise no país da maior econômia do mundo e diversos outros paises, muitas industrias tiveram boas vendas e lucros aqui, graça ao interese do consumidor brasileiro, esta hora, a da volta do ipi, seria oportuno que os industriais continuassem praticando os preços atuais, beneficiando o consumidor, e permitido que esles possam ter bons lucros em ganho de escala, dada as pespectivas, e nivel de poder econômico do consumidor. Certo é que mesmo sem majoração dos preços, mesmo assim os preços ainda estarão maiores ao praticado em muitos outros países, inclisive aos de origem de algumas industrias, lá estão tendo quedas de vendas e até enfretam falta de rentabilidade...... 2 opiniões
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