BC libera R$ 47 bi do compulsório e estende ajuda a bancos médios
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Banco Central anunciou novas mudanças nas regras dos depósitos compulsórios para colocar mais dinheiro na economia e ajudar os bancos brasileiros que enfrentam problemas de liquidez. Essas alterações significam a liberação de R$ 47,1 bilhões dos R$ 100 bilhões que foram prometidos mais cedo pelo BC.
O compulsório é a parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos precisam recolher junto ao BC. Esse mecanismo ajuda a autoridade monetária a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.
As mudanças são:
No compulsório sobre exigibilidade adicional (que inclui depósitos a vista, prazo e poupança), o limite de dedução aumentou de R$ 300 milhões para R$ 1 bilhão. Isso vai significar a liberação de R$ 8 bilhões a partir de hoje.
O limite de dedução do compulsório sobre depósitos a prazo passou de R$ 700 milhões para R$ 2 bilhões, com impacto de R$ 13,1 bilhões a partir de 17 de outubro.
Os bancos também terão direito a fazer um abatimento em relação ao compulsório recolhido sobre operações de leasing. Eles poderão abater o dinheiro que for gasto nos leilões realizados pelo BC de venda de dólares com compromisso de recompra. O valor da compra em dólares será convertido para reais e poderá ser abatido do compulsório.
Nesse caso, o potencial de dinheiro a ser liberado na economia é de até R$ 20 bilhões, a partir do dia 24 de outubro. O benefício vale entre a data da compra dos dólares e a data da recompra pelo BC.
Em relação ao desconto no compulsório sobre depósitos a prazo para quem comprar carteiras de crédito de outros bancos, muda o patrimônio de referência do banco vendedor, que sobe de R$ 2,5 bilhões para R$ 7 bilhões. O percentual de desconto para quem comprou sobe de 40% para 70%.
A liberação potencial será de R$ 6 bilhões a partir do dia 17.
Segundo o BC, além de vender a carteira de crédito, os bancos menores poderão vender também outros ativos, principalmente aqueles ligados a fundos de investimentos desses bancos.
Poderão ser vendidos: direitos creditórios oriundos de operações de leasing; títulos de renda fixa emitido por entidades privadas não financeiras integrantes de fundos de investimentos regulamentados pela CVM; direitos creditórios integrantes de carteiras de fundos de investimentos de direitos creditórios (FIDC) regulamentados pela CVM; quotas de fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDC) organizados pelo Fundo Garantidor de Crédito.
R$ 100 bilhões
Nas duas últimas semanas, o BC já vinha fazendo uma série de mudanças nessas regras. A alteração no compulsório é uma tentativa de disponibilizar mais dinheiro para que os bancos possam emprestar uns para os outros e para empresas. Com a piora na crise financeira nos EUA, os bancos pequenos no Brasil, em especial, vêm enfrentando dificuldades para conseguir dinheiro no exterior.
Hoje pela manhã, o BC informou que promoveria novas mudanças, de acordo com a necessidade, para liberar até R$ 100 bilhões do compulsório. Os R$ 47,1 bilhões liberados agora fazem parte desse total. Nas semanas anteriores, o BC fez alterações no compulsório que representaram, juntas, a liberação de outros R$ 60 bilhões na economia.
Em agosto, o BC havia recolhido cerca de R$ 260 bilhões em todas as modalidades de compulsório.
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Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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