Dinheiro
13/10/2008 - 15h19

América Latina terá fundo de US$ 9,3 bi para combate à crise

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da France Presse, em Washington

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), a CAF (Corporação Andina de Fomento) e o FLAR (Fundo Latino-Americano de Reservas) anunciaram a liberação de US$ 9,3 bilhões em linhas de crédito para ajudar a América Latina durante a crise financeira, informaram nesta segunda-feira as três entidades.

O programa de liquidez para a sustentação do crescimento anunciado contará com US$ 6 bilhões do BID, US$ 1,5 bilhão da CAF e US$ 1,8 bilhão do FLAR.

"As linhas de crédito estarão disponíveis imediatamente", explicou o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.

No caso do BID, esta é a operação "mais importante nos 50 anos de história" da instituição.

"O dinheiro foi oferecido diante da dificuldade de acesso que possivelmente enfrentarão os mercados de capitais de cada país nas próximas semanas", afirmou Enrique García, presidente executivo da CAF.

Em função das necessidades do mercado, a CAF pode aportar ainda mais US$ 500 milhões, segundo García.

O FLAR também pode elevar, se preciso, sua contribuição em US$ 2,7 bilhões nos próximos meses, indicou seu presidente, Rodrigo Bolaños.

Os fundos se destinam a governos e bancos centrais da região, onde devem ser distribuídos entre empresas nacionais com necessidades urgentes de financiamento, informou por sua vez Santiago Levy, um dos vice-presidentes do BID.

"O destino destes recursos não é intervir nos mercados de câmbio", acrescentou Levy.

"O que estamos fazendo é reagir da melhor forma possível. Aqui estamos colocando tudo o que podemos", disse Moreno.

"A crise começou aqui [nos Estados Unidos], eles são os responsáveis e devem resolvê-la", afirmou.

O BID se dispôs, também, a acelerar sua carteira de empréstimos para a região em projetos e programas sociais, medida prevista inicialmente para 2009, com valor de US$ 12 bilhões, explicou Moreno.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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