Veja frases de Paul Krugman sobre a crise econômica americana
colaboração para a Folha Online
O economista americano Paul Krugman, 55, premiado nesta segunda-feira com o Nobel de economia, ganhou reputação internacional por ser um dos fundadores da chamada "nova teoria do comércio". Ele ajudou a explicar como economias fortes podem afetar os padrões de comércio, segundo a localização de certas atividades econômicas.
Professor da Universidade de Princeton, Krugman ficou conhecido também por prever, em 2003, a crise do sistema financeiro americano. Veja algumas de suas frases:
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"Levou um longo tempo para os economistas aceitarem a idéia de que o mercado financeiro é sistematicamente muito volátil. (...) Quando as coisas estão indo bem, há uma forte tendência para supor que mercados financeiros podem tomar conta de si mesmos. Bem, eles não podem", em artigo de 2000 sobre queda brusca do índice Nasdaq puxado pela queda das ações da Microsoft.
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"Bernanke ressalta que, o Fed [Banco Central americano] tem outras armas além das baixas taxas de juros. (...) Essas políticas seriam mais prováveis de dar certo, obviamente, se a administração Bush parasse de agir politicamente na política fiscal", em artigo de dezembro de 2002, em que criticava a política monetária arriscada em prática para aquecer a economia.
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"Há uma boa razão para as coisas piorarem: com mercados deslizando, consumidores definhando, executivos com medo dos efeitos da guerra sobre a subida nos preços do petróleo, as peças estão no lugar para o estouro de grande recessão", em artigo de 2003 sobre os efeitos da Guerra do Iraque sobre a economia.
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"Os apoiadores de Bush não têm o direito de reclamar sobre o fracasso do público ao estimar sua liderança econômica. Três anos de performance ruim, seguido de dois meses de bom, mas não ótimo crescimento do emprego, não é um recorde para se orgulhar", sobre a política econômica, em artigo de 2004.
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"O presidente [Ronald] Regan, confrontado com a prova de que cortar impostos era uma ação irresponsável do ponto de vista fiscal, mudou o rumo. O presidente Bush, confrontado com evidência similar, impulsionou ainda mais os cortes", em artigo de 2004 sobre a política fiscal de George W. Bush.
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"o histórico de Paulson não é nem de longe confiável: ele demorou demais a compreender a dimensão dos problemas financeiros do país e é em parte por sua culpa que chegamos ao atual colapso", em referência ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson.
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"Em resumo, portanto, parece que existem alguns adultos no Congresso, prontos a fazer alguma coisa para nos ajudar. Mas os adultos por enquanto não estão no comando", sobre a tramitação do pacote de US$ 700 bilhões no Congresso dos EUA.
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"Por que precisamos de cooperação internacional? Porque temos um sistema financeiro globalizado e vivemos uma crise que começou com uma bolha formada por apartamentos na Flórida e por mansões na Califórnia, mas causou catástrofe monetária na Islândia", em um dos últimos artigos, defendendo ação integrada de governos para salvar o sistema financeiro global.
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