13/10/2008
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15h42
Veja frases de Paul Krugman sobre a política dos Estados Unidos
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colaboração para a Folha Online
O economista americano Paul Krugman, 55, premiado nesta segunda-feira com o Nobel de Economia, ganhou reputação internacional por ser um dos fundadores da chamada "nova teoria do comércio". Ele ajudou a explicar como economias fortes podem afetar os padrões de comércio, segundo a localização de certas atividades econômicas.
Professor da Universidade de Princeton, Krugman ficou conhecido também pelas duras críticas à administração de George W. Bush. Veja algumas de suas principais frases sobre o governo republicano e a nova geografia do poder:
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Política e diplomacia americana
- "O fato fundamental na política americana (...) é que nós temos uma aliança entre a direita religiosa e acumuladores de grandes riquezas", em entrevista ao site Buzzflash em agosto de 2004.
- "Daqui a alguns anos, quando se tornar claro que muitas das políticas públicas foram guiadas por uma agenda linha-dura fundamentalista, pessoas vão dizer 'Ninguém nos avisou'", em artigo de 2004, sobre influência da direita cristã na política republicana.
- "Considere o desastre da diplomacia recente: um desastre produzido por uma impressionante arrogância e uma vaidade enormemente inflada (...) Ainda que tudo vá bem no princípio, haverá sido uma guerra equivocada, decidida por razões equivocadas; e o preço a pagar por ela será enorme", sobre a invasão do Iraque, em artigo de 2003.
- "Muitas das pessoas na Convenção Republicana, apesar balançar bandeiras, odeiam a América. Eles querem uma sociedade controlada, monolítica; eles temem e detestam a liberdade, a diversidade e complexidade da nossa nação", sobre a campanha presidencial em 2004.
- "No começo, dinheiro não era problema (...) presidente Bush prometeu que nosso interesse não acabaria quando a guerra estivesse vencida; nesse tempo nós não esqueceríamos do Afeganistão, nós ficaríamos para ajudar a reconstruir o país e assegurar a paz. Quanto dinheiro a administração colocou no orçamento de 2004 para a reconstrução do Afeganistão? Nenhum. A equipe de Bush esqueceu isso", em artigo de 2003, sobre a invasão do Afeganistão.
- "Nós precisamos tirar dessas pessoas a habilidade de iludir e intimidar. E o melhor jeito de fazer isso é deixar claro que as pessoas que nos levaram à guerra com falsas pretensões não têm credibilidade e o direito de nos ensinar sobre patriotismo".
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Poder global
- "Os países em desenvolvimento estão certos quando ficam enfurecidos com países ricos que proclamam as virtudes do livre comércio e colocam tantos obstáculos no caminho para suas potenciais exportações", em artigo de 2000 sobre exigências do Fundo Monetário Internacional para salvar economias emergentes.
- "Atualmente há duas [superpotências]: os Estados Unidos, que atua como se fosse a única, e a União Européia. Daqui a 20 anos somarão China e Índia. A novidade é que serão superpotências pobres, gigantes em população e pobres em produção per capita (...) O Ocidente não terá o monopólio e talvez seja um mundo no qual possamos cooperar, apesar das diferenças culturais", em discurso na Espanha em 2004.
- "China e Índia são grandes demais para fazer parte de alianças. Então, é o Brasil que está rumando para a função de líder dos emergentes", em entrevista à Folha em julho deste ano.
- "Se Bush conseguir um segundo mandato, em breve não teremos democracias entre nossos aliados, nem mesmo o Reino Unido de Tony Blair. Bush será deixado com o suporte de regimes que não se importam com a legalidade --regimes como a Rússia de Vladimir Putin", em artigo de 2004, antes da reeleição de Bush.
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