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Dinheiro
13/10/2008 - 17h06

Fed e Tesouro se reúnem com bancos para discutir pacote anticrise

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da Efe, em Washington
da France Presse

Representantes do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e do Tesouro dos Estados Unidos se reúnem hoje com executivos de Wall Street para acordar os detalhes de um plano que pretende devolver a estabilidade aos mercados e evitar que mais bancos quebrem.

Segundo o "Wall Street Journal", o secretário do Tesouro, Henry Paulson, convocou uma reunião com os líderes dos maiores bancos, entre eles Bank of America, JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup, Morgan Stanley e New York Mellon.

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Uma porta-voz do escritório de Paulson não quis confirmar os participantes nem a hora do encontro, mas reconheceu que acontecerá na sede do Departamento do Tesouro, em Washington.

"O Tesouro e o Fed se reúnem hoje com líderes do mercado financeiro para fechar detalhes sobre uma iniciativa que estabilize os mercados financeiros", assinalou Brookly McLaughlin.

A reunião acontece depois que os ministros da Economia do G7, que reúne os países mais ricos, e da zona do euro acordassem planos de ação para enfrentar de maneira coordenada a crise financeira internacional. O encontro ocorreu no último fim de semana.

Fontes do Tesouro informaram que estão impulsionando um plano, anunciado na sexta-feira junto com as outras economias do G7, para "facilitar às entidades financeiras o acesso a fundos."

Ajuda ampla

O Tesouro americano anunciou hoje que vai "executar um programa de compra de ações em uma ampla gama de instituições financeiras", como parte do plano de resgate dos bancos. "O objetivo das autoridades é restaurar o fluxo de capitais para os consumidores e as empresas que formam o coração de nossa economia", declarou Neel Kashkari, encarregado pelo Tesouro de supervisionar este plano.

Kashkari indicou que sete equipes foram criadas para pôr em prática as medidas concebidas para ajudar as "instituições financeiras de todos os tamanhos". Ele indicou que uma delas trabalha com um programa encarregado de assegurar os ativos com problemas dos bancos.

Segundo Kashkari, o Tesouro pretende, além disso, recrutar duas empresas de auditoria para controlar a aplicação deste plano, além de trabalhar com os reguladores nacionais e internacionais para maior eficácia.

"O Tesouro está exigindo de suas novas autoridades uma meta simples --restaurar os fluxos de capital de consumidores e empresários que formam o núcleo de nossa economia", disse Kashkari aos banqueiros. "Alcançar esta meta exigirá múltiplas ferramentas para ajudar as instituições financeiras a retirar de seu balanço os ativos sem liquidez e atrair capital tanto público quanto privado."

Estas foram as primeiras declarações públicas de Kashkari sobre o plano de resgate desde que foi chamado há uma semana pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, para atuar interinamente como diretor do programa.

Na sexta-feira, Paulson confirmou que o governo estudava a possibilidade de comprar pacotes acionários de firmas em dificuldades, o que constitui uma estratégia de estatização parcial.

Kashkari disse também que o Tesouro estava trabalhando "lado a lado com os reguladores, tanto americanos quanto de outros países, para entender a melhor maneira de desenhar as ferramentas que serão mais efetivas para lidar com os desafios do sistema financeiro."

Explicou que foram criadas sete equipes para desenvolver as políticas e usar os instrumentos exigidos pelo plano de resgate, precisando que uma delas se encarregará de assegurar os ativos problemáticos dos bancos.

"Um programa tão amplo e complexo como este normalmente necessitaria meses - ou ainda anos - para ser implantado", observou. "Não temos este prazo à disposição, pelo que nos apressamos para instaurá-lo o mais rápido possível, ao mesmo tempo em que trabalhamos para assegurar uma execução de alta qualidade."

Kashkari, 35, é um ex-executivo da Goldman Sachs, assim como Paulson. No Tesouro, atua como secretário adjunto para a economia internacional e desenvolvimento e agora dirige o escritório para a estabilidade financeira, que se encarrega do plano de resgate.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
3 opiniões
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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