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Dinheiro
13/10/2008 - 21h40

EUA devem adquirir US$ 250 bi em ações de instituições financeiras

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da Folha Online

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, deve anunciar medidas destinadas a reforçar a confiança no sistema financeiro dos Estados Unidos e a permitir um funcionamento normal do crédito, de acordo com um comunicado oficial. O pronunciamento será em Washington, após as perdas recordes registradas na semana passada por conta da crise financeira.

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A expectativa é que o secretário anuncie a utilização de US$ 250 bilhões para adquirir participação no capital de inúmeras instituições bancárias, segundo informa o jornal "Wall Street Journal" em sua versão digital. Os recursos estão previstos no pacote anticrise de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso.

De acordo com o jornal, que cita uma fonte ligada às negociações, o governo dos EUA planeja adquirir, entre outros, "blocos de ações preferenciais de nove instituições de primeira linha".

A iniciativa "formulada pelo Departamento do Tesouro, pelo Federal Reserve e pela FDIC (o organismo federal que garante os depósitos bancários)" teria como objetivo "vincular o sistema bancário americano ao governo federal por vários anos", informa o jornal.

No anúncio, na manhã desta terça-feira, Paulson estará acompanhado do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, e da presidente da FDIC, Sheila Bair.

Compra de ações

O Departamento do Tesouro já havia anunciado que iria "executar um programa de compra de ações em um vasto número de instituições financeiras", como parte do plano de resgate dos bancos, mas sem detalhar valores. "O único objetivo das autoridades com este plano é restaurar o fluxo de capitais para os consumidores e as empresas que formam o coração de nossa economia", afirmou o encarregado do Tesouro para supervisionar o plano, Neel Kashkari.

Na sexta-feira (10), o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou a compra, pelo governo, de ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso.

As ações das instituições financeiras --as que mais perderam força nos últimos meses nas Bolsas em Nova York-- voltaram a subir no pregão, uma vez que o governo investirá em boa parte delas. A que mais cresceu foi a do Morgan Stanley, com alta de 87%, também puxada pela venda de 21% do banco para o grupo japonês Mitsubishi por US$ 9 bilhões.

Outros bancos que experimentam ganhos substanciais são o Bank of America (9,2%), Citigroup (11,6%), AIG (10,3%), Wachovia (13,6%), Fannie Mae (4,6%), Goldman Sachs (25%), Merrill Lynch (11,9%) e Freddie Mac (14,7%).

Outras empresas, em especial montadoras e produtoras de commodities, também apresentaram desempenho positivo. Ações da General Motors e Ford crescem, respectivamente, 33% e 20,1%.

As ADRs (American Depositary Receipts) da Petrobras e da Vale do Rio Doce ficaram entre essas empresas que se aproveitaram do otimismo. Os papéis da petrolífera estatal avançam 30,3%, e as da mineradora ganham 28,4%.

Ajuda ampla

Neel Kashkari, encarregado pelo Tesouro de supervisionar este plano, indicou que sete equipes foram criadas para pôr em prática as medidas concebidas para ajudar as "instituições financeiras de todos os tamanhos". Ele indicou que uma delas trabalha com um programa encarregado de assegurar os ativos com problemas dos bancos.

Segundo Kashkari, o Tesouro pretende, além disso, recrutar duas empresas de auditoria para controlar a aplicação deste plano, além de trabalhar com os reguladores nacionais e internacionais para maior eficácia.

"O Tesouro está exigindo de suas novas autoridades uma meta simples --restaurar os fluxos de capital de consumidores e empresários que formam o núcleo de nossa economia", disse Kashkari aos banqueiros. "Alcançar esta meta exigirá múltiplas ferramentas para ajudar as instituições financeiras a retirar de seu balanço os ativos sem liquidez e atrair capital tanto público quanto privado."

Kashkari, 35, é um ex-executivo da Goldman Sachs, assim como Paulson. No Tesouro, atua como secretário adjunto para a economia internacional e desenvolvimento e agora dirige o escritório para a estabilidade financeira, que se encarrega do plano de resgate.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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