Saída para a crise financeira "é um processo", diz Comissão Européia
da Efe
O presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, disse nesta terça-feira que a saída para a crise financeira "é um processo" e "não estamos ainda no final do túnel".
Em entrevista coletiva antes da cúpula dos líderes da UE, o presidente da CE insistiu na necessidade de "olhar a longo prazo" e mostrou apoio à idéia do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de convocar uma conferência internacional para rever as bases do sistema financeiro mundial.
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Barroso comemorou os acordos "sem precedentes" adotados no domingo pelos governantes dos países do Eurogrupo (que reúne os ministros das Finanças da zona do euro), que provam, disse, que "a resposta européia à crise está em andamento".
Nos últimos dias, os governo europeus "atenderam" os pedidos do mercado financeiro e anunciaram uma série de medidas enfrentar os desdobramentos da pior crise econômica dos últimos 80 anos, na visão de muitos economistas.
Após o pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelos EUA no início do mês, os governos europeus tomaram a iniciativa de lançar um conjunto de ações coordenadas para enfrentar os problemas de liquidez e de capitalização do sistema financeiro, ao mesmo tempo que procuram evitar o pânico entre os correntistas.
As iniciativas podem se desdobradas em: injeção de mais recursos no sistema financeiro; a capitalização de bancos às voltas com grandes perdas, por meio da compras de ações; a garantia dos depósitos bancários, de modo a evitar o pânico e a corrida aos bancos, tal como visto na crise de 1929.
Ontem, os bancos centrais europeus já reforçaram a disposição anunciada neste final de semana ao comunicar a liberação de "quantidades ilimitadas" de créditos em dólares, a curto prazo, para ajudar os bancos. O governo alemão anunciou hoje um pacote de 400 bilhões de euros (US$ 545 bilhões) também auxiliar o sistema financeiro. Pouco mais tarde, o governo espanhol comunicou que vai reservar 100 bilhões de euros (US$ 135 bilhões) para ajudar os bancos do país até o final deste ano.
Contando as iniciativas já anunciadas por países fora do zona do euro, como Inglaterra e Rússia, o montante de recursos para auxiliar o sistema financeiro já atinge US$ 2 trilhões.
Os governos da Austrália, Portugal e Emirados Árabes Unidos também já anunciaram que vão garantir os depósitos bancários em seus países.


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