Dinheiro
14/10/2008 - 09h05

EUA anunciam compra de US$ 250 bilhões em ações de instituições financeiras

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da Folha Online

Atualizado às 9h23

O presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou nesta terça-feira a compra de ações, no montante de US$ 250 bilhões, de inúmeras instituições bancárias, com recursos que já haviam sido previstos no pacote anticrise de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso.

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Segundo Bush, a compra de ativos de grandes bancos e outras iniciativas, como garantias a empréstimos bancários "são ações inteligentes e têm todo o apoio dos EUA". Após uma reunião com seus conselheiros econômicos na Casa Branca, o presidente americano disse que essa medida e outras a serem anunciadas vão ajudar a restaurar a confiança e "devolver a economia à trilha do crescimento e da prosperidade".

Shawn Thew/Efe
George W. Bush anunciou US$ 250 bi para comprar ações de bancos
George W. Bush anunciou US$ 250 bi para comprar ações de bancos

O presidente disse que o novo capital a ser injetado "vai ajudar a que os bancos façam empréstimos a empresas e pessoas e a compensar as perdas ocorridas durante a crise financeira". "Dessa maneira vamos estimular a criação de empregos e o crescimento econômico. É uma medida de curto prazo essencial" para dar apoio a um sistema financeiro debilitado, disse Bush.

O presidente destacou ainda que a FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano, irá garantir as novas dívidas dos bancos. "Os bancos não têm conseguido obter empréstimos, o que está afetando o crédito para pessoas e empresas. Quando o dinheiro fluir mais livremente entre os bancos, isso irá facilitar a vida dos americanos para comprar carros e para financiar outros produtos", afirmou.

Ele reconheceu que a população está "muito preocupada". Bush afirmou, no entanto, que "vai levar tempo até que nossos esforços tenham todo seu impacto, mas o povo norte-americano pode ter confiança no futuro econômico de longo prazo".

Sobre as ações tomadas ontem pelos europeus, que liberaram mais de US$ 2 trilhões nos mercados, Bush afirmou que são "ações sem precedentes".

A compra torna o governo acionista das instituições, o que, na prática, equivale a uma nacionalização parcial do sistema financeiro. De acordo com o jornal americano "The Wall Street Journal", que cita uma fonte ligada às negociações, o governo dos EUA planeja adquirir, entre outros, "blocos de ações preferenciais [que não dão ao portador direito a voto dentro da empresa, mas tem prioridade em distribuições de dividendos e reembolso do capital investido] de nove instituições de primeira linha".

Segundo a BBC, os detalhes ainda não foram divulgados, mas há notícias de que os nove maiores bancos americanos estão entre os primeiros de quem o governo comprará ações. Na lista estariam Citigroup, Wells Fargo e Bank of America.

O Departamento do Tesouro já havia anunciado que iria "executar um programa de compra de ações em um vasto número de instituições financeiras", como parte do plano de resgate dos bancos, mas sem detalhar valores. "O único objetivo das autoridades com este plano é restaurar o fluxo de capitais para os consumidores e as empresas que formam o coração de nossa economia", afirmou o encarregado do Tesouro para supervisionar o plano, Neel Kashkari.

Na sexta-feira (10), o secretário do Tesouro, Henry Paulson, anunciou a compra, pelo governo, de ações de instituições financeiras com fundos do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso.

Kashkari, encarregado pelo Tesouro de supervisionar este plano, indicou que sete equipes foram criadas para pôr em prática as medidas concebidas para ajudar as "instituições financeiras de todos os tamanhos". Ele indicou que uma delas trabalha com um programa encarregado de assegurar os ativos com problemas dos bancos.

Segundo Kashkari, o Tesouro pretende, além disso, recrutar duas empresas de auditoria para controlar a aplicação deste plano, além de trabalhar com os reguladores nacionais e internacionais para maior eficácia.

"O Tesouro está exigindo de suas novas autoridades uma meta simples --restaurar os fluxos de capital de consumidores e empresários que formam o núcleo de nossa economia", disse Kashkari aos banqueiros. "Alcançar esta meta exigirá múltiplas ferramentas para ajudar as instituições financeiras a retirar de seu balanço os ativos sem liquidez e atrair capital tanto público quanto privado."

Kashkari, 35, é um ex-executivo da Goldman Sachs, assim como Paulson. No Tesouro, atua como secretário adjunto para a economia internacional e desenvolvimento e agora dirige o escritório para a estabilidade financeira, que se encarrega do plano de resgate.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 22h14
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 22h14
Marcos Hundsdofer, me desculpe se escrevi seu nome errado por ser um nome não muito comum a nós brasileiros. Mas o assunto é outro. Voce diz que a educação é fundamental para o desenvolvimento do país, qualquer que ele seja. Concordo plenamente. Acontece que o Brasil foi governado por 8 anos por um senhor que disse assim : ESQUEÇAM DE TUDO QUE ESCREVI. E aí. Um cidadão que fez curso superior, sabe falar, ingles, frances, polones, noruegues, chines, japones, paquistanes, mas não sabe portugues. É que ele fez uma confusão tão grande que no fim não sabia nem portugues. Como podemos ter uma educação de qualidade se o mais alto mandatário diz que é para botar fogo em tudo que escreveu e que vai um dia ( que Deus o tenha, apezar de ateu ) morre de uma doença rara : dor de cotovelo ou a conhecida, inveja.
E como tratar bem os aposentados se ele disse assim :
ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Não tentem consertar o que ele disse porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.
sem opinião
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Cassio Tavares (532) 07/11/2009 20h03
Cassio Tavares (532) 07/11/2009 20h03
Antonio Gonçalves, obrigado seus elogios até porque aqui eu só divulgo dados e verdades irrefutáveis tomando por base aqueles já publicados pelo próprio governo anterior. Verdades são verdades e continuaram sendo verdades quer queiram ou não os que aqui me criticam. Para mim não faz a menor diferença. Se quizerem botar aí 100 vezes uma 1 estrelinha para mim, não estou nem aí. Eu admiro muito o Presidente Lula e tenho motivos de sobra para isso, até porque não votei nele nas eleições de 2.002 mas com muito orgulho coloquei meu no atual presidente em 2.006. pena que ele não pode se candidatar novamente em 2.010 até porque ele é um democrata que disse por várias vezes que para ele não existia essa hipótese, ao contrário do tão badalado presidente da Colombia Alvaro Uribe, que " arrancou " um 3° mandato no congresso daquele país, que só ele, e os " mui democratas " de lá sabem como. O curioso é que a Colombia é o maior produtor e exportador de cocaina do mundo. Será que há alguma ligação entre esses 2 fatos ? 2 opiniões
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celso assis (60) 07/11/2009 15h32
celso assis (60) 07/11/2009 15h32
COMO EU JÁ ESCREVI, ERROS AO DIGITAR É UMA COISA, AGORA ESCREVER TOTALMENTE ERRADO É INADIMISSIVEL.
VOLTEM PARA O CURSO BÁSICO SRS, ANTES DE TENTAREM CRITICAREM OU ELOGIAREM ALGUEM, E TB TENTEM FICAR CALMINHOS, POIS VCS SABEM QUE SUAS BOQUINHAS ESTÃO PARA TERMINAR
2 opiniões
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