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Dinheiro
14/10/2008 - 10h09

Paulson "lamenta" ação do governo para comprar US$ 250 bi em ações de bancos

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da Folha Online

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, confirmou nesta terça-feira que o governo irá utilizar US$ 250 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de ajuda financeira para comprar ações preferenciais de bancos e instituições financeiras americanas. O secretário disse lamentar ter de tomar ações que levem à intervenção do governo no setor financeiro, mas que essas medidas "são o que precisamos para restaurar a confiança em nosso sistema financeiro".

Hyungwon Kang/Reuters
Henry Paulson (esq.), do Tesouro dos EUA, disse lamentar ação do governo em bancos
Henry Paulson (esq.), do Tesouro dos EUA, disse lamentar ação do governo em bancos

"Hoje estamos tomando ações decisivas para proteger a economia dos EUA. Lamentamos ter de tomar essas ações. As medidas de hoje são o que jamais quisemos fazer --mas elas são o que precisamos fazer para restaurar a confiança em nosso sistema financeiro", disse o secretário, em um pronunciamento no qual foi acompanhado pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, e pela presidente da FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano, Sheila Bair.

Os comentários do secretário foram feitos pouco depois de o presidente americano, George W. Bush, ter anunciado a compra de ativos de grandes bancos. Ele disse que essa e outras ações "são ações inteligentes e têm todo o apoio dos EUA" e que irão ajudar a restaurar a confiança e "devolver a economia à trilha do crescimento e da prosperidade".

"O primeiro passo é um plano para tornar o dinheiro disponível em condições atrativas a uma ampla variedade de bancos e instituições financeiras, a fim de que eles possam forneceer crédito para nossa economia", disse o secretário. "Dos US$ 700 bilhões do pacote de resgate financeiro, o Tesouro vai disponibilizar US$ 250 bilhões para as instituições financeiras americanas."

Bush disse, por sua vez, que o novo capital a ser injetado nos bancos "vai ajudar a que os bancos façam empréstimos a empresas e pessoas e a compensar as perdas ocorridas durante a crise financeira". "Dessa maneira vamos estimular a criação de empregos e o crescimento econômico. É uma medida de curto prazo essencial" para dar apoio a um sistema financeiro debilitado, disse Bush.

O presidente destacou ainda que a FDIC (Corporação Federal de Seguro de Depósito, na sigla em inglês), órgão do governo que garante operações do setor bancário americano, irá garantir as novas dívidas dos bancos. "Os bancos não têm conseguido obter empréstimos, o que está afetando o crédito para pessoas e empresas. Quando o dinheiro fluir mais livremente entre os bancos, isso irá facilitar a vida dos americanos para comprar carros e para financiar outros produtos", afirmou.

Comentários dos leitores
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
celso assis (82) 09/12/2009 15h15
Manda esses gringos incompetentes virem até aqui para fazer um estágio conosco. sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
Olmir Antonio de Oliveira (84) 09/12/2009 12h34
A respeito da união das montadoras, precesso de integração, e trocas de técnologias, ganhos de escala. No mercado brasileiro, recebem redução de encargos tributários (o ideal é todos os brasileiros e empresas receberem redução de todos tipos de impostos), estão tendo ganho de escala, diferentemente aos seus paises de origem onde enfrentam reduçao geral de produção e vendas. Mas o brasileiro ainda não teve qualquer noticia a respeito de possivel de redução dos preços. O Brasil os esta ajudando a sairem da crise que se meteram. Ganhos e vantagens só para eles. ..... sem opinião
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Meu caro Jose Vitor.
Fizestes uma bela autocrítica e demonstratester um nivel de cognição igual ou inferior ao do Luia.
9 opiniões
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