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Dinheiro
14/10/2008 - 10h42

Bovespa acelera e sobe 6,22%; dólar cede para R$ 2,05

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da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acentua o ritmo de recuperação nesta terça-feira, a reboque do otimismo dos investidores com os "pacotes" de resgate financeiro dos governos europeus e americano. Hoje, o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou que o governo vai usar US$ 250 bilhões para comprar ações de grandes instituições bancárias avariadas pela crise dos créditos "subprimes".

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O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, valoriza 6.22% e atinge os 43.367 pontos. O giro financeiro é de R$ 858 milhões. Ontem, a Bolsa teve um dia histórico, fechando em alta de 14,66%.

Susan Walsh/AP
O presidente dos EUA, George W. Bush, anuncia medidas para auxiliar bancos
O presidente dos EUA, George W. Bush, anuncia medidas para auxiliar bancos

O dólar comercial é negociado a R$ 2,052 na venda, em declínio de 4,33% sobre a cotação de ontem. A taxa de risco-país marca 456 pontos, número 11,45% abaixo da pontuação anterior.

Na Europa, as principais Bolsas de Valores registram ganhos acima de 5%, a exemplo de Londres (5,10%), Paris (5,06%) e Frankfurt (5,10%). Nos EUA, a Bolsa de Nova York, que abriu às 10h30, valoriza 3,71%.

Os mais de US$ 2 trilhões anunciados ontem por diferentes governos nacionais para resgatar o sistema financeiro e garantir depósitos bancários foram uma injeção de ânimo nos mercados e propiciaram dias históricos para Bolsas de Valores em seus níveis mais baixos em décadas.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, já confirmou hoje que o governo vai utilizar US$ 250 bilhões dos US$ 700 bilhões do pacote de ajudar financeira para comprar ações preferenciais de bancos e instituições financeiras americanas. "O primeiro passo é um plano para tornar o dinheiro disponível em condições atrativas a uma ampla variedade de bancos e instituições financeiras, a fim de que eles possam fornecer crédito para nossa economia", disse o secretário.

Analistas ressalvam que os pacotes podem evitar a quebradeira do sistema financeiro, mas possivelmente não devem impedir a recessão, que bate às portas dos EUA e da Europa: a General Motors, a maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou o fechamento de duas fábricas nos EUA. A Ford Motors deve demitir 500 funcionários. Na Europa, o Banco da França admitiu que o país já está em recessão, após dois trimestres de crescimento negativo do PIB (a soma das riquezas produzidas).

Euforia

Ontem, o dia foi de euforia em diversas Bolsas ao redor do mundo. Entre o final de semana e ontem, os governos europeus 'atenderam' aos pedidos do mercado financeiro e anunciaram uma série de medidas para enfrentar os desdobramentos da pior crise econômica dos últimos 80 anos, na visão de muitos economistas.

As iniciativas anunciadas pelos países europeus podem se desdobradas em: injeção de mais recursos no sistema financeiro; a capitalização de bancos às voltas com grandes perdas, por meio da compras de ações; a garantia dos depósitos bancários, de modo a evitar o pânico e a corrida aos bancos, tal como visto na crise de 1929. No total, o dinheiro reservado para essas medidas supera a casa dos US$ 2 trilhões.

Além dos países da zona do euro, a Inglaterra também tinha anunciado um pacote semelhante de ajuda de 50 bilhões de euros (cerca de US$ 68 bilhões), a serem usados para comprar ações dos principais bancos do país. Já na Rússia, o governo sancionou um pacote de leis para estabilizar os mercados financeiros. Os analistas cifram o plano russo em mais de US$ 150 bilhões.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (79) 03/12/2009 10h56
Olmir Antonio de Oliveira (79) 03/12/2009 10h56
A respeito de atualidades, é importante a inclusão, da ajuda, auxilio. Por tempo é importante , bolsa familia, bolsa.....mas é mais importante criar extrutura, gerar oportunidades, condições para que as pessoas de um modo geral consigam com seus propios meios e esforços, serem produtivas, gerarem seu sustento, terem sua fonte de renda e cada vez mais dependerem menos de ajuda do tipo assistencial, e ou coisa do tipo do campo da caridade. Do histórico, dependerem menos de coisas do tipo sistema de coronelistas, de politiqueiros, de sanguesugas, de pessoas que de boa intenção e ou de boa fé. fizeram e continuam fazendo milhares de pessoas suas refens, suas dependentes, pessoas que passam a viver de promessas de politícos e ou de partidos politícos, que sempre viveram "escravizando", "explorando", que na realidade as aprisionam.....coisas complexas, vindas desde a colonização.....Mesmo no atual cenário e com os meios de comunicação ainda tentão impor tais coisas, o brasileiro sempre foi muito resistente em ter seus propios conceitos, e linhas de pensamento, sendo muito guiado por pessoas do "exterior" que os doutrina, impõem seus interesses..... 4 opiniões
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Henrique Silva (209) 02/12/2009 15h12
Henrique Silva (209) 02/12/2009 15h12
Na eleição o que importa é a economia e também a qualidade de vida dos cidadãos. O governo LULA não tem só o crédito de organizar a situação econômica que foi deixada com sérios débitos pelo governo tucano, mas o governo LULA ter conseguido reduzir as desigualdades sociais pra mim foi o mais importante.
A redução da desigualdade NUNCA havia sido feita por governo nenhum do país! (eu digo isso com muita tristeza).
O documentário feito pela BBC- MUIT ALÉM DO CIDADÃO KANE (disponível no youtube) - feito pela Inglaterra revela esta desigualdade social. O curioso é que ainda revela outras situações importantes que só dá pra discutir quem já assistiu (como o interesse da REDE GLOBO de influenciar nas eleições sempre para o lado que mais interessa à emissora e não a sociedade).
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Eduardo Giorgini (444) 02/12/2009 15h00
Eduardo Giorgini (444) 02/12/2009 15h00
Indices do governo PT é muito bom.
Porém, a quantidade é inversamente proporcional à qualidade.
Foram gerados inumeros empregos, obras do PAC, inclusão social através do bolsa familia, aumento de universitários, porém, tudo de baixa qualidade.
E o que era de qualidade razoável, está ficando ruim tambem.
Do ponto de vista em nivelar "por baixo" , realmente o Brasil esta indo bem.
[]s
Eduardo.
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