Companhia aérea Azul estuda oferecer descontos para grupos
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
A Azul Linhas Aéreas estuda oferecer descontos para grupos que programarem viagens juntos, disse nesta terça-feira o diretor de Relações Institucionais da companhia, Adalberto Febeliano. O executivo informou que a estratégia da empresa será atrair novos consumidores para o mercado aeroviário, com novas rotas, passagens mais baratas e serviços de qualidade.
O planejamento da Azul prevê 1 milhão de clientes já no final de 2009, com 16 aeronaves em operação atuando em nove cidades. No final do ano seguinte, a companhia estima 2,5 milhões de clientes, voando em 26 aviões por 15 cidades. O início das operações da companhia está previsto para o início de dezembro, com duas aeronaves em atividade.
| Ricardo Moraes/AP |
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| Empresa aérea prevê início de vôos em caráter comercial ainda neste ano |
"Nosso foco é desenvolver novos mercados, com ações de marketing e passagens mais baratas para atrair novos consumidores. Queremos aviões cheios. Fechar a porta com poltronas vazias não é nosso foco", afirmou durante palestra na Amcham (Câmara de Comércio Americana), no Rio.
A Azul calcula que o mercado doméstico vai triplicar nos próximos 20 anos, e que há espaço para que mais empresas atuem no setor. Nesse período, Febeliano estima que o mercado tenha expansão média pouco abaixo dos 7% ao ano. Ele acrescentou que o estrangulamento do sistema em São Paulo inibe o crescimento desse mercado, que poderia passar de 8% anuais sem esse gargalo.
"No Brasil, cada brasileiro leva em média quatro anos para viajar de avião. Nos Estados Unidos, cada americano viaja, em média, três vezes por ano. Há muito espaço para o mercado brasileiro se desenvolver", avaliou.
Crise financeira
Para o início das operações, a Azul captou US$ 200 milhões, e nem a crise internacional deve frear os planos da empresa no mercado brasileiro. Febeliano explicou que, como o foco da Azul é desenvolver novos mercados, a crise terá pouco efeito, se a linha de ação for bem-sucedida. O executivo acrescentou que a única incerteza é em relação ao custo do QAV (Querosene de Aviação), ligado diretamente à cotação do barril de petróleo.
Adalberto Febeliano disse ainda que a Azul pretende fazer vôos charters para operadoras de turismo. Segundo ele, é um "mercado que interessa". Em relação ao transporte de carga, a empresa também tem interesse, embora esteja longe de ser o foco de atuação.
"Nem poderia ser, pelas características de nossos aviões Embraer. Mas há espaço para o transporte de alguma carga expressa", ponderou.
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