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Dinheiro
15/10/2008 - 09h14

Comissão Européia e Reino Unido defendem reforma de finanças globais

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da Efe

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o presidente da Comissão Européia --o órgão executivo da União Européia (UE)--, José Manuel Durão Barroso, defenderam nesta quarta-feira a continuidade do trabalho para consolidar a reforma do sistema financeiro internacional, com o objetivo de evitar uma nova crise como a atual.

Em um comparecimento conjunto prévio à cúpula que reunirá os líderes da UE hoje e nesta quinta (16), Brown e Barroso mostraram sua satisfação com o fato de a Europa ter sido capaz de pactuar uma resposta coordenada aos problemas do setor financeiro, mas afirmaram que é necessário seguir em frente, com reformas em uma escala mundial.

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O primeiro-ministro britânico ressaltou que agora é preciso "passar à fase dois", em cooperação com outras economias mundiais, para resolver os problemas do sistema financeiro (pouca transparência e falta de supervisão, principalmente) que desencadearam a crise.

Barroso disse que a Europa está liderando a resposta mundial à desordem financeira, mas disse que é preciso vontade de cooperar com outros governos, especialmente com os Estados Unidos, para definir os próximos passos.

O presidente da comissão elogiou o papel do premiê britânico na crise, ao definir as medidas mais adequadas para enfrentá-la, que serviram de modelo para o plano conjunto do Eurogrupo e que foram também imitadas pelos EUA.

Brown disse que o enfoque adotado pelo Reino Unido e o Eurogrupo (formado pelos ministros de Finanças da zona do euro), baseado em reforçar a liquidez no mercado interbancário e em injetar capital às entidades que necessitarem, vai obter hoje o apoio do resto dos membros da UE.

Além disso, afirmou que é muito importante fixar novas regras de funcionamento para os mercados financeiros, introduzir mais transparência e melhorar os mecanismos de supervisão.

Brown disse ainda que, como se trata de mercados globais, a resposta também deve ser global.

Por isso, propôs, entre outras mudanças, revisar as responsabilidades das instituições financeiras multilaterais, como o FMI (Fundo Monetário Internacional), estabelecer mecanismos de alerta em caso de crise e criar colégios de supervisores para fiscalizar as entidades multinacionais.

Mudança climática

Além disso, deixaram claro que a luta contra a mudança climática não deve ficar em segundo plano por causa crise financeira, e confiaram em que os 27 Estados-membros da União Européia (UE) mantenham os objetivos de redução de emissões e impulso das energias renováveis que pactuaram antes do início das turbulências.

 

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