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Dinheiro
15/10/2008 - 12h42

Banco Central coloca US$ 600 milhões no mercado com novo leilão de venda

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da Folha Online

O Banco Central voltou ao mercado de câmbio e promoveu um novo leilão de venda de dólares, desta vez com um compromisso de recompra, nesta quarta-feira. O BC aceitou ofertas para venda a uma taxa de R$ 2,147. Na recompra, com liquidação em 15 de janeiro de 2009, a autoridade monetária concordou com ofertas a R$ 2,1872 hoje. O BC aceitou três propostas, no valor total de US$ 600 milhões.

A oferta original da autoridade monetária era de US$ 1 bilhão. A operação equivale a um empréstimo de moeda estrangeira.

Pela manhã, às 10h20, o BC já realizou um leilão de venda de dólares, com queima de reservas, e aceitou ofertas por R$ 2,1450 (taxa de corte).

A autoridade monetária programou para 14h30 um novo leilão de "swap" cambial, o equivalente a uma venda de dólares no mercado futuro.

Reservas

As reservas internacionais do Brasil recuaram para US$ 203,9 bilhões, segundo dados do Banco Central referentes a terça-feira, após três dias de vendas de dólares promovidas pela instituição para segurar o câmbio. Antes do início dos leilões, as reservas estavam em US$ 206,327 bilhões. Desde então, já houve um recuo de US$ 2,4 bilhões.

O nível das reservas vem sendo afetado pela oscilação no preço dos ativos nos quais esse dinheiro está aplicado --principalmente títulos dos governos dos EUA, Europa e Japão-- e pelos leilões de dólares que vêm sendo realizados pelo BC desde a última quarta-feira (8) para conter a disparada do dólar frente ao real.

Como há uma defasagem de três dias úteis entre a venda de dólares e a divulgação das reservas, o dado de hoje reflete a influência dos leilões do BC realizados até a última sexta-feira (10).

Com sucursal em Brasília

Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
31 opiniões
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