Moody's rebaixa "nota" da Aracruz e adverte sobre VCP
da Folha Online
A agência de classificação de risco Moody's comunicou nesta quarta-feira rebaixou o "rating" (nota de risco de crédito) da Aracruz, que passou de "Baa2" para "Baa3", ainda dentro da classificação "grau de investimento" (reservada para países e empresas de menor risco). A "nota" da Aracruz, afirma a agência, permanece sob revisão e pode sofrer novo rebaixamento ("downgrade").
A agência ainda informou que que o "rating" da VCP (Votorantim Celulose e Papel) também está sob revisão e advertiu que há risco de "downgrade" (piora da avaliação).
A agência afirma que, no último dia 3, havia colocado sob revisão o "rating" da VCP, com perspectiva de melhora ("upgrade") da nota de risco, tendo em vista a potencial fusão com a Aracruz, o que traria ganhos de sinergia para a empresa do grupo Votorantim. Essa perspectiva mudou com o "downgrade" de hoje da nota da Aracruz.
"O processo inicial de revisão começou no dia 3 de outubro deste ano, depois do anúncio pela Aracruz de potenciais perdas significativas devido à transações com derivativos de câmbio", afirma a equipe da agência de risco.
A Moody's afirma que a revisão do "rating" da VCP vai levar em conta a probabilidade e os prazos da fusão com a Aracruz, bem como os impactos dessa operação sob a perspectiva operacional e financeira.
Na quarta-feira passada (9), outra agência de classificação de risco, a Fitch Ratings, já havia colocado sob "observação negativa" o "rating" da VCP. A "observação negativa" significa que a nota dessa empresa está sob ameaça de rebaixamento, a exemplo do que já ocorreu com a Aracruz.
Perdas cambiais
VCP e Aracruz anunciaram no dia 15 de setembro que devem se fundir numa nova gigante do setor de celulose. A nova empresa tem potencial de R$ 6,3 bilhões de receita líquida, medida no período de julho de 2007 a julho de 2008.
Na noite do dia 2 de outubro, a Aracruz Celulose revelou que uma auditoria contratada avaliou uma perda potencial de R$ 1,95 bilhão com suas operações de câmbio.
E no último dia 10, o grupo Votorantim admitiu que vai arcar com um custo de R$ 2,2 bilhões para eliminar a exposição financeira da empresa às oscilações do câmbio.
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