Tóquio cai 11% na maior perda diária desde o crash de 1987
da Folha Online
Após dois dias de fortes ganhos nesta semana, a Bolsa de Tóquio retomou o pessimismo da semana passada --considerada a pior desde o início da atual crise financeira-- e afundou 11,4% nesta quinta-feira, aos 8.458,45 pontos. A queda no principal mercado da região Ásia-Pacífico é a maior em um único dia desde o crash mundial de 1987, quando os negócios recuaram 14,9%.
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| Katsumi Kasahara/AP |
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| Índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio (Japão), zerou os ganhos de quase 14% registrados na terça-feira, em dia de alívio da crise |
A derrocada no índice Nikkei, que mede os negócios na Bolsa japonesa, zerou os ganhos de quase 14% na terça-feira. A volatilidade do mercado segue os Estados Unidos, onde a preocupação em relação à economia e o temor sobre um fracasso dos planos mundiais para salvar os bancos assustaram os investidores.
Não durou nem uma semana o ânimo com o lançamento de um plano de US$ 2 trilhões na Europa e o uso de US$ 250 bilhões pelo governo dos EUA para a compra de ativos de grandes bancos.
"Há um certo grau de pânico sobre as vendas em Tóquio, mas o sentimento é diferente do da semana passada", afirmou Takashi Ushio, da Marusan Securities. "Na última semana o medo era sobre o sistema financeiro, pois ninguém sabia o que poderia acontecer. Agora é a economia real."
Analistas americanos afirmaram que as ações caíram influenciadas por uma combinação entre dados econômicos negativos --incluindo um forte recuo das vendas no varejo e a constatação do Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) de que as condições de crédito estão prejudicando os negócios no país.
Com Tóquio, afundaram todos os mercados da região. A segunda maior queda do continente ocorreu em Seul (Coréia do Sul), onde o índice Kospi recuou 9,44%; em Hong Kong, as perdas eram de 8,49% perto do fim do pregão; na Austrália, a derrubada foi de 6,66%; na Bolsa de Xangai (China) os negócios diminuíram 4,25%. No geral, as quedas variaram de 4% a 11%.
Novos recordes
No Brasil, o cenário não foi muito diferente nesta quarta-feira. Um mês após a quebra do banco Lehman Brothers, evento que precipitou a piora da crise financeira, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) estendeu seu pregão por meia hora e amargou perdas de 11,39%, a maior queda desde 10 de setembro de 1998. O câmbio disparou, e após uma pesada ação do Banco Central, fechou a R$ 2,16.
Os investidores tiveram um alívio apenas momentâneo com as medidas trilionárias para resgatar o sistema financeiro. Hoje, o foco se concentrou sobre a "economia real": a perspectiva de que as economias centrais entrem em recessão, com repercussões sobre o restante do planeta.
Na Europa e nos EUA, as Bolsas desabaram: o mercado londrino caiu 7% enquanto em Nova York, a Bolsa local perdeu 7,8%, a pior baixa em 21 anos.
Nos EUA, o Dow Jones Industrial Average, principal índice da Bolsa de Nova York, recuou 733 pontos, a segunda maior queda em pontos da história, ou 7,87%, a maior perda percentual em 21 anos, segundo a consultoria Economática. Com retração de 7,87%, o Dow Jones fechou aos 8.577,91 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 9,03%, indo para 907,84 pontos. A Bolsa Nasdaq encerrou seus negócios em baixa de 8,47% no indicador Nasdaq Composite, aos 1.628,33 pontos.
As vendas no varejo dos Estados Unidos caíram com a maior intensidade em três anos: uma retração de 1,2%, ante a expectativa de um declínio de 0,7%, estimado por analistas do setor financeiro.
| Jonathan Ernst/Reuters |
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| Ben Bernanke, presidente do Fed (BC dos EUA), diz que recuperação será lenta |
Os dados confirmam a tendência atual dos norte-americanos de reduzir seus gastos ante a crise financeira e a dificuldade de ter acesso ao crédito. O resultado apresenta um aumento significativo do risco de recessão nos Estados Unidos, uma vez que o consumo responde por dois terços da atividade econômica do país.
O próprio secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, admitiu que a compra, por parte do governo, de ações de instituições bancárias estabilizará o sistema financeiro, mas que continuarão as dificuldades econômicas.
O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, por sua vez, afirmou que a economia norte-americana vai se recuperar, porém lentamente. "os problemas na economia e nos mercados são grandes e complexos. Mas a meu ver, nosso governo conta agora com as ferramentas necessárias para enfrentá-los e resolvê-los."
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Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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Isso significa que são facilmente compráveis por multinacionais e países ricos.
Brasil e a America Latina não é para crescer mas ser como sempre estivemos: Frágeis países em desenvolvimento que vive de espectativas, sem produção de valor agregado.
Somos meros mercados de empresas Norte-Americanas, Européias e Asiáticas.
Quem estudar nas melhores universidades do país verá que a mentalidade é formar mão de obra para os grandes, e não formar empreendedores.
Uma pena, pois o sofrido povo paga por isso, sem retorno.
E o nosso presidente tem um lado bom: Criar esperança e espectativa para os humildes, porém, sem resultados concretos.
Se o povo esta feliz, isso que importa.
[]s
Eduardo.
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