BC amplia regras do compulsório e libera mais dinheiro na economia
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Atualizada às 11h27
O Banco Central anunciou mais uma mudança nas regras dos depósitos compulsórios para ajudar os bancos brasileiros médios e pequenos. Essas instituições enfrentam dificuldade para conseguir empréstimos no exterior devido à crise internacional de crédito.
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Por meio do compulsório, os bancos são obrigados a depositar em uma conta no próprio BC parte dos recursos captados dos seus clientes nos depósitos à vista, a prazo ou poupança. Nas últimas semanas, medidas do BC liberaram o setor financeiro de alguns depósitos.
Agora, o BC ampliou as possibilidades para que esses bancos possam elevar o dinheiro que têm em caixa com a venda de ativos para bancos maiores.
Além de vender a sua carteira de crédito e títulos dos seus fundos de investimentos, os bancos menores poderão vender outros ativos: 1) títulos e valores mobiliários de renda fixa, adiantamentos e outros créditos de pessoas físicas e jurídicas não-financeiras; 2) depósito interfinanceiro com garantia de ativos elencados no item 1 ou de operações de crédito.
O banco grande que comprar esses ativos poderá abater o valor gasto, dentro dos limites fixados, na hora de fazer o recolhimento do depósito compulsório a prazo.
R$ 30 bilhões
As regras para abatimento permanecem inalteradas, portanto, a estimativa do BC continua sendo a de injetar cerca de R$ 30 bilhões na economia com o desconto dado pela compra desses ativos.
O compulsório é a parcela do dinheiro depositado pelos clientes que os bancos precisam recolher junto ao BC. Esse mecanismo ajuda a autoridade monetária a controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia.
A avaliação do governo é que os bancos maiores estão com dinheiro em caixa, mas preferem não emprestar para os bancos menores. A mudança feita pelo BC tem como objetivo corrigir essa distorção.
O BC já anunciou mudanças nas regras dos depósitos compulsórios que devem colocar mais de R$ 100 bilhões na economia.
Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Nova Déli, que se os bancos beneficiados com a mudança de regras no compulsório não repassarem os valores em crédito para a população, o governo tomará o dinheiro de volta.
'O Banco Central vai ter que tomar uma atitude e tomar o dinheiro de volta, pegar o compulsório outra vez, porque o Banco Central só vai liberar o dinheiro [do compulsório] na medida em que houver a concessão dos empréstimos", disse o presidente.
Por meio de nota, a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) afirmou ontem entender e partilhar da preocupação do presidente, e informou que "diversas operações têm sido realizadas desde a liberação dos compulsórios". "É importante ressaltar ainda que os bancos estão empenhados em atuar, em conjunto com o BC, no rápido restabelecimento das condições de liquidez dos mercados", afirma o comunicado.
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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