Pedidos de auxílio-desemprego caem nos EUA, mas apontam níveis de recessão
da Folha Online
Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos recuaram em 16 mil na semana encerrada em 11 de outubro, para 461 mil, ante os 477 mil registrados da semana anterior, segundo o número revisto.
Apesar da queda, o total está em níveis que, segundo analistas, indicam que a economia ou está perto da recessão ou já se encontra em uma. Números acima de 400 mil nos pedidos do benefício são vistos pelos economistas como sinal de economia retraída.
| Jonathan Ernst/Reuters |
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| Ben Bernanke, presidente do Fed (BC dos EUA), diz que recuperação será lenta |
O Departamento do Trabalho, responsável pelos números, estima que os efeitos do furacão Ike tenha acrescentado 12 mil pedidos.
A média quadrissemanal, que atenua as volatilidades das leituras semanais, indica que houve elevação de 750 na semana do dia 11 deste mês, para 438,250 mil, em relação à média anterior, de 482,5 mil.
Os números da economia real norte-americana (consumo, indústria e mercado de trabalho) são o centro das atenções na crise financeira, que começou como uma crise de crédito e se alastrou para outros setores.
O temor de uma recessão global faz as Bolsas de Valores despencarem pelo mundo. Ontem, o Dow Jones Industrial Average, principal índice da Bolsa de Nova York, recuou 733 pontos, a segunda maior queda em pontos da história, ou 7,87%, a maior perda percentual em 21 anos.
Com agências internacionais
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