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Dinheiro
16/10/2008 - 10h20

Preços ao consumidor nos EUA ficam estáveis em setembro

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da Folha Online

Atualizado às 10h35

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos EUA ficou estável em setembro, refletindo os recuos nos preços de gasolina, roupas e carros novos, que ofuscaram as altas nos preços de alimentos, cuidados médicos e outros itens, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento do Trabalho.

O índice apresentou estabilidade depois de uma queda de 0,1% em agosto, informou o departamento. Nos 12 meses até setembro o índice acumulou alta de 4,9% (dado sem ajuste sazonal), enquanto no trimestre até o mês passado a alta acumulada foi de 2,6%.

O núcleo dos preços (que exclui alimentos e energia) teve ligeira variação para cima, mostrando alta de 0,1%.

Leia cobertura completa da crise financeira
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

A alta de preços no ano, combinada à queda nas expectativas dos americanos devido à crise financeira que vem se espalhando para a economia real, deve reduzir ainda mais os gastos com consumo nos próximos meses, segundo analistas.

Ontem, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo dos Estados Unidos caíram 1,2% em setembro, maior recuo em três anos. A retração das vendas foi puxada com a queda de 3,8% nas vendas de veículos. Excluindo o comércio de veículos, as vendas também apresentaram fragilidade, em queda de 0,6% --o dobro do esperado nesta comparação.

Ontem, o governo americano informou que os preços no atacado recuaram 0,4% em setembro devido ao forte recuo dos custos de energia. Excluindo a variação de preços dos alimentos e energia, no entanto, o índice avançou 0,4% --o dobro projetado pelos economistas.

Os custos de energia recuaram 2,9% em setembro, após queda de 4,6% em agosto.

Também ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) divulgou o "Livro Bege" (documento com dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do Fed), atividade econômica nos Estados Unidos "se debilitou em setembro". Segundo o relatório, o gasto dos consumidores, que, nos EUA, equivale a mais de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto), caiu em setembro na maioria dos distritos, tanto no comércio quanto nas vendas de veículos e no turismo.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, afirmou horas antes da divulgação do "Livro Bege" que a economia norte-americana vai se recuperar, porém lentamente. Em discurso no Clube de Economia de Nova York, ele disse estar convencido de que a economia do país sairá fortalecida da crise.

Bernanke afirmou que "os problemas na economia e nos mercados são grandes e complexos". "Mas a meu ver, nosso governo conta agora com as ferramentas necessárias para enfrentá-los e resolvê-los."

O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, disse que a compra, por parte do governo, de ações de instituições bancárias estabilizará o sistema financeiro, mas advertiu que continuarão as dificuldades econômicas.

"Não há dúvida de que a forma de obter o maior impacto do dinheiro dos contribuintes aqui era investir nos bancos", disse Paulson no programa "Good Morning América" da rede americana de televisão ABC.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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