Produção industrial dos EUA em setembro tem maior queda desde 1974
da Efe
da Folha Online
Atualizado às 11h37
A produção das fábricas, minas e unidades de serviços públicos dos Estados Unidos caiu 2,8% em setembro, a maior queda mensal desde dezembro de 1974, informou o Federal Reserve (Fed, o BC americano) nesta quinta-feira.
Em um ano, a produção industrial caiu 4,5% e, no terceiro trimestre, diminuiu 0,6%. Segundo analistas, a previsão era de uma redução de 1,5% na produção industrial do mês passado.
Entre os fatores que influenciaram no descenso de setembro está uma greve da Boeing e o impacto dos furacões Gustav e Ike.
Segundo o Fed, os furacões, que atingiram o sudeste dos Estados Unidos no início de setembro, fizeram diminuir em 2,25 pontos percentuais a produção desse mês.
A produção das fábricas, que representa quase 80% da atividade industrial, caiu 2,6%, e a utilização da capacidade instalada desceu de 78,7% em agosto para 76,4% em setembro.
Os dados do Fed são novos sinais de que a economia americana continua debilitada, apesar de toda a ajuda prometida pelo governo para o setor financeiro. Ontem, o Departamento do Comércio informou que as vendas no varejo dos Estados Unidos caíram 1,2% em setembro, maior recuo em três anos. A retração das vendas foi puxada com a queda de 3,8% nas vendas de veículos. Excluindo o comércio de veículos, as vendas também apresentaram fragilidade, em queda de 0,6% --o dobro do esperado nesta comparação.
Também ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) divulgou o "Livro Bege" (documento com dados econômicos coletados nas 12 divisões regionais do Fed), atividade econômica nos Estados Unidos 'se debilitou em setembro'. Segundo o relatório, o gasto dos consumidores, que, nos EUA, equivale a mais de dois terços do PIB (Produto Interno Bruto), caiu em setembro na maioria dos distritos, tanto no comércio quanto nas vendas de veículos e no turismo.
O Departamento do Trabalho informou hoje que o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) nos EUA ficou estável em setembro, refletindo os recuos nos preços de gasolina, roupas e carros novos. O dado foi recebido como sinal positivo, mas o número de novos pedidos de seguro-desemprego no país, mesmo tendo recuado na semana encerrada em 11 de outubro, continuam em níveis que indicam uma economia em recessão.
O departamento informou que os pedidos recuaram em 16 mil, para 461 mil; leituras acima de 400 mil, segundo analistas, indicam recessão.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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