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Dinheiro
16/10/2008 - 11h30

Crise já influencia confiança do consumidor de SP, diz Fecomercio

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da Folha Online

O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) do paulistano manteve-se praticamente estável em outubro, com ligeira queda de 0,7% em relação a setembro, atingindo 139 pontos. Em relação ao mesmo período de 2007, o índice apresentou elevação de 3,6% (134,1 pontos), apontou a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). No entanto, a confiança no futuro retraiu, já influenciada pela crise financeira internacional, segundo a entidade.

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O ICC varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar. O índice é composto por dois indicadores: o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e o Índice das Expectativas do Consumidor (IEC).

Sobre a confiança no presente, foi anotada estabilidade de 0,5% em relação a setembro (137,5 pontos). Já a percepção em relação ao futuro teve queda de 1,5% em relação a setembro e atingiu 139,9 pontos.

De acordo com a Fecomercio, o resultado do ICC em outubro já mostra evidências negativas nas expectativas dos consumidores em relação à situação futura da economia. "Há indícios de um comportamento cauteloso pelas percepções futuras em relação à situação econômica do Brasil, em virtude dos desdobramentos do cenário externo e seus possíveis impactos sobre o nível de atividade econômica", afirma a Fecomercio

A entidade destaca que o otimismo do consumidor para os próximos meses "dependerá, basicamente, do comportamento das variáveis macroeconômicas, mais especificamente do acesso ao crédito, como também inflação".

O ICC é apurado mensalmente desde 1994. A amostra envolve cerca de 2.100 consumidores no município de São Paulo.

Especialistas

Outro índice da Fecomercio, o ISE (Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia), alcançou em outubro 86,5 pontos, queda de 12,3% em relação ao mês anterior, quando o indicador marcou 98,7 pontos.

Trata-se da terceira queda consecutiva do índice, o que segundo a entidade, "mostra o aumento do pessimismo dos economistas frente à atual conjuntura econômica mundial". O índice varia de 0 a 200, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar.

"A continuidade na queda do otimismo esse mês foi decorrente, principalmente, da deterioração das expectativas dos economistas em relação à percepção presente e às expectativas futuras (perspectivas para daqui a um ano) em virtude das grandes incertezas no cenário internacional e seus reflexos para a economia brasileira", explica a Fecomercio em sua pesquisa.

As perspectivas com relação à situação presente registram queda de 11,3% em outubro, no comparativo com o mês anterior, indo de 92,7 pontos para 82,2 pontos. Já as expectativas futuras registram queda de 13,2%, de 104,6 pontos para 90,8 pontos.

Na pesquisa, o indicador Cenário Internacional, que passou de 108,3 pontos para 69,8 pontos, registrou a maior queda. Em relação ao Nível de Atividade Interna (Evolução do PIB), o índice passou de 143,2 pontos para 120 pontos.

A expectativa sobre o Nível de Emprego passou de 108,8 pontos em setembro para 99,2 pontos neste mês, enquanto as percepções para a Oferta de Crédito ao consumidor registraram alta em relação a setembro, situando-se em 104,3 pontos, ante 87,4 pontos, a única alta apontada na pesquisa.

 

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