Dinheiro
16/10/2008 - 14h46

Câmbio deverá impactar mais a inflação nos próximos meses, aponta FGV

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A alta do dólar já começou a impactar o custo de alguns insumos para a indústria, e poderá se espalhar para outros componentes do IGP (Índice Geral de Preços), disse nesta quinta-feira o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Salomão Quadros. Ele ressaltou que o câmbio ainda não teve impacto decisivo na inflação, mas deverá ter maior influência, ainda que passageira, sobre índices futuros.

"Há possibilidade de transmissão ao longo da cadeia. Em até dois meses, o câmbio pode ganhar terreno no IGP", afirmou Quadros.

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O economista explicou que o impacto cambial ocorreu sobre produtos da cadeia intermediária do tacado, contribuindo com 20% da variação de 0,98% do IPA (Índice de Preços no Atacado) de outubro. Entre eles, estão a amônia (insumo para fertilizantes), que acelerou de 2,31% para 20,45% e a celulose, que subiu 13,20%, após alta de 2,63% em setembro. Apresentaram movimentação parecida o minério de ferro (3,13% para 9,50%) e o elastômero (borracha sintética), com elevação de 18,51%.

"Muitos preços estão caindo lá fora, e estão variando menos aqui, pela pressão do câmbio. São produtos fortemente dolarizados", salientou.

Ao todo, o IGP-10 subiu 0,78%, influenciado pelas altas da soja (2,49%, após retração de 5,71% em setembro), da mandioca (29,76%, ante retração de 5,71%) e do tomate (12,76% após queda de 43,37% no mês anterior). Esses três produtos foram responsáveis por 60% da aceleração de 1,20 p.p. (ponto percentual) do IGP-10. Em setembro, o índice havia caído 0,42%. Foi a maior variação desde novembro de 2002.

"A soja teve variação no mercado internacional, e o dólar teve pouca influência. No caso do tomate e da mandioca, foi questão de oferta mesmo", observou Quadros.

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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