Dinheiro
16/10/2008 - 15h44

Paulson diz que mais bancos nos EUA querem vender ações para o governo

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da Folha Online

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse nesta quinta-feira que mais bancos americanos estão interessados em ter o governo entre seus acionistas, além dos nove que já receberam capital público.

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"Inicialmente convencemos nove bancos de participar do programa e vamos ampliá-lo. Recebemos amostras de interesse de um bom número de outros", disse Paulson em uma entrevista ao canal "Fox Business".

Hyungwon Kang/Reuters
Henry Paulson (esq.), do Tesouro dos EUA, disse lamentar ação do governo em bancos
Henry Paulson (esq.), do Tesouro dos EUA, disse lamentar ação do governo em bancos

O governo anunciou nesta semana a utilização de US$ 250 bilhões para comprar ações dos bancos, com objetivo de injetar capital no sistema financeiro. O dinheiro faz parte do pacote de US$ 700 bilhões aprovado no início deste mês pelo Congresso americano. O propósito central do pacote era a aquisição de papéis com baixíssima probabilidade de resgate (conseqüentemente, com alto risco de calote), chamados de títulos "podres".

Os nove bancos seriam Goldman Sachs, Morgan Stanley, JP Morgan Chase, Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Bank of New York Mellon, State Street e Merrill Lynch, segundo a agência de notícias France Presse.

Paulson esclareceu em outra entrevista, à emissora de TV "Bloomberg" que por enquanto essas aquisições se limitarão a "instituições financeiras reguladas", não havendo compras de ações de fundos de investimento de risco ("hedge funds").

O secretário explicou que em seu lugar decidiu passar rapidamente à compra de ações, porque à medida que a crise se desenvolvia, viram que o problema era mais grave do que haviam imaginado. Ele indicou que o Tesouro não abandonou seu plano para adquirir títulos hipotecários de risco e que levará a cabo os leilões previstos.

Ambas as medidas, segundo Paulson, têm como objetivo "aumentar a confiança nos bancos e estimular o setor privado a colocar dinheiro neles". "Os bancos saudáveis têm que ter capital e usá-lo, para criar empregos e ajudar as pequenas empresas', afirmou.

Na entrevista à "Fox Business", o secretário disse "não estar orgulhoso dos erros cometidos por diferentes atores no sistema regulador e na disciplina de mercado".

Por sua parte, a porta-voz presidencial, Dana Perino, afirmou hoje em entrevista coletiva que "vai demorar um pouco" a começar a implementação do pacote de US$ 700 bilhões.

Os democratas no Congresso propuseram um novo plano de estímulo fiscal de US$ 300 bilhões para tirar a economia de seu marasmo com investimentos em infra-estrutura e transferências aos estados. Perino expressou o ceticismo da Casa Branca a essas propostas. "Os projetos de infra-estrutura em si mesmos não estimulam a economia", explicou.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fará mais um discurso amanhã sobre a economia perante a Câmara de Comércio, em outra tentativa de acalmar os americanos e os mercados.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (667) 27/11/2009 08h43
Cassio Tavares (667) 27/11/2009 08h43
Uma nova revista está para ser lançada na imprensa brasileira com o nome parecido com uma que já circula. Ah, o nome da revista : IN-VEJA. sem opinião
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Rolando Frati (101) 27/11/2009 07h56
Rolando Frati (101) 27/11/2009 07h56
O Dinheiro Público está sendo desrespeitado, a viagem no Avião da Fab pelo Sr. Lulinha é exemplo disso, esperamos que seje enquadrado na Lei. Nós não elegemos lulinha para nenhum cargo público nesse País. 4 opiniões
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Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
5 opiniões
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