Dinheiro
17/10/2008 - 11h21

Próximo presidente dos EUA terá que priorizar reforma financeira, diz Bush

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da France Presse
da Folha Online

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que seu sucessor deverá ter como prioridade a reforma do sistema de regulação financeira e, ao mesmo tempo, evitar a adoção de medidas que possam afetar negativamente a economia norte-americana.

Citando a proposta global do secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, e as "boas sugestões" de outras pessoas, Bush declarou que "transformar essas idéias em leis deve ser uma prioridade para o próximo presidente e o próximo Congresso".

Matthew Cavanaugh/Efe
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse que os mercados de crédito levarão algum tempo para que voltem a operar normalmente
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse que os mercados de crédito levarão algum tempo para que voltem a operar normalmente

Em discurso feito hoje na Câmara de Comércio dos EUA, em Washington, Bush negou que a compra de ações de instituições bancárias americanas, com US$ 250 bilhões do pacote de US$ 700 bilhões aprovado neste mês pelo Congresso, seja uma nacionalização do sistema bancário do país.

O presidente destacou que o programa de compra de papéis de bancos é limitado no tempo e em alcance. "A compra será de uma pequena participação, os bancos ficarão com a maior parte [do controle]. Não vamos controlar fundos nem vamos ter representantes na diretoria. A compra irá apenas garantir o dinheiro dos contribuintes", disse Bush.

Ele avaliou que os EUA estão em uma "crise financeira séria", que ultrapassou Wall Street. Segundo ele, no entanto, as medidas de resgate do setor financeiro são "grandes e ousadas o suficiente para funcionar". "Levou algum tempo para os mercados de crédito congelarem, e vai levar levar algum tempo para o sistema de crédito descongelar", afirmou.

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, John McCain (republicano) e Barack Obama (democrata), têm criticado empresas financeiras em Wall Street, bancos e o governo Bush pela crise. Obama disse, logo depois da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers (em 15 de setembro), que a situação do país grave e culpou os oito anos de governo do presidente Bush pela crise.

Na segunda-feira (13), Obama apresentou sua mais nova proposta para a crise que custaria US$ 60 bilhões em dois anos e se concentra na classe média americana. As propostas de Obama incluem cortes de impostos para empresas que criarem novos postos de trabalho, a possibilidade para os cidadãos de retirar dinheiro de suas pensões sem penalizações e o congelamento temporário das execuções hipotecárias das pessoas que se comprometam a pagar suas parcelas.

Na terça-feira (14), McCain lançou sua mais recente cartada para a crise, com um novo plano de US$ 52,4 bilhões baseado em cortes de impostos, com o objetivo principal de aumentar a renda de aposentadoria de pessoas atingidas pelas quedas nas bolsas de valores. Um plano para "aqueles mais duramente afetados", os trabalhadores, proprietários de imóveis, poupadores e idosos.

No debate de 7 de outubro, McCain surpreendeu ao dizer que compraria as hipotecas sem liquidez para evitar que as famílias afetadas pela crise imobiliária ficassem sem suas casas. Foi firme ao defender o corte de impostos para amenizar a carga sobre os contribuintes já prejudicados pela crise.

Ele considerou que os elementos fundamentais da economia eram "sólidos" e foi duramente criticado. Depois, explicou que se referia aos trabalhadores americanos e, contrariando um histórico de décadas no Senado, fez coro a Obama ao pedir maior supervisão e regulamentação do governo sobre os mercados.

Comentários dos leitores
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Arthur Capella Neto (12) 16/11/2009 11h09
Neste mundo que , por conceitos fisico-quimicos , já deveria ter acabado, de tão putrefato e corroído pelos cupins humanos, não existem, nos grupos controladores, mocinhos , só bandidos. No passado e atualmente, fizeram-se e fazem-se guerras por poder, por temperos, por amantes,por petróleo e , se o governante é corrupto ou assassino mas faz o jogo do poder dominante, então serve. Assim, vemos a multiplicação de reinos pessoais e familiares na Africa e no oriente médio e, mais próximamente, na Venezuela. Sem maiores surtos de vergonha, inventa-se um motivo e "bum", estoura-se o país insurgente.Muitas vêzes o insurgente foi colocado lá pelo seu próprio aniquilador, vide o caso de Saddan Hussein.A criatura desobedeceu o criador. O Brasil que, nos últimos anos, colocou no seu arsenal uma nova ação, chamada vontade política, tem a mania de se encrencar em outros campos, vide Guatemala.Também colocou neste arsenal uma outra frase:tolerância com vizinhos desagradáveis. Assim, tolera as estrepulias da desgovernada e órfã do caudilho , Argentina.Tolera os rompantes do ditador de piche, o sargentão Chavez.Tolera o boneco de Chavez, o índio Evo (como tal ,é tutelado) e também o pedófilo e Don Juan do Paraguay, o Lugo. Parece que só isto poderia dar ao Brasil o Nobel da tolerância e da paz. Para não fugir ao assunto, a China.O Obama precisa de dólar baixo.A China usa o Yuan baixo artificialmente para exportar.O êrro foi considerar a China economia de mercado.Não é e ponto final. 3 opiniões
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O Pacificador (135) 16/11/2009 10h45
O Pacificador (135) 16/11/2009 10h45
"China acusa EUA de protecionismo durante visita de Obama..."
Ô Bama! Você não aprende mesmo né?
Tá achando que ainda está em um daqueles palanques da campanha, quando a platéia aplaudia o tempo todo?
Aos poucos, está aprendendo que o buraco é mais embaixo.
Foi á China, fazer média com os comunistas escravagistas e tomou uma raquetada, ao acusarem os EUA de protecionistas.
O detalhe aí, é que NINGUÉM no mundo é mais protecionista que República Popular da China.
Aposto que Obama ouviu á tudo calado, e saiu de fininho, como está sendo até agora, sua "marca" registrada...
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Mario Lago Braschi (19) 16/11/2009 07h29
Mario Lago Braschi (19) 16/11/2009 07h29
A Folha deveria criar comentários por assunto, assim pouparia os leitores de verem pessoas frustradas que se acham cultas ocupando os 1500 caracteres para falar abobrinhas de assunto que não tem nada a ver com a matéria. Sem contar sobre as velhas discussões de quem chegou pela primeira vez aqui e quer defender FHC ou Lula.
Fica o registro. E nem precisa da palavra do Meireles.
sem opinião
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