Confiança do consumidor tem queda recorde nos EUA
da Folha Online
Com o agravamento da crise financeira nos EUA, a confiança do consumidor americano na economia do país registrou em outubro a maior queda mensal da história, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13) pela Universidade de Michigan.
O índice caiu para 57,5 pontos na leitura preliminar deste mês, ante taxa de 70,3 pontos registrada em setembro, quando o índice registrou alta inesperada. A expectativa de analistas ouvidos pela agência Reuters era de 65,5.
Com a queda, o índice ficou no menor patamar desde junho. O indicador da Universidade de Michigan começou a ser divulgado em 1952, e até hoje, o nível mais baixo tinha sido alcançado em maio de 1980, com 51,7 pontos.
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Dados ruins da economia real (comércio, indústria e mercado de trabalho) têm pesado nos últimos dias --o temor é que a crise financeira se transforme em recessão.
Um indicador divulgado hoje apontou que atividade de construção nos EUA teve um decréscimo acentuado em setembro, de 6,3%, para uma taxa anualizada de 817 mil unidades, menor ritmo desde janeiro de 1991.
Segundo dados do Departamento do Comércio, o declínio na atividade de construção caiu em todas as regiões do país no mês passado. O destaque foi a região nordeste, com uma queda de 7,7%.
Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) informou que a produção das fábricas, minas e unidades de serviços públicos dos Estados Unidos caiu 2,8% em setembro, a maior queda mensal desde dezembro de 1974.
No início da semana, a outra má notícia veio do consumo, que responde por dois terços da economia dos EUA: as vendas no varejo caíram com a maior intensidade em três anos, em meio à crise financeira e às dificuldades de acesso ao crédito.
O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse nesta semana que a economia norte-americana vai se recuperar, porém lentamente. "Os problemas na economia e nos mercados são grandes e complexos (...) Mas a meu ver, nosso governo conta agora com as ferramentas necessárias para enfrentá-los e resolvê-los", afirmou.
Já o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, em um programa de TV, disse que a compra de ações de instituições bancárias por parte do governo estabilizará o sistema financeiro, mas advertiu que continuarão as dificuldades econômicas.
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