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Dinheiro
17/10/2008 - 16h52

Bolsas em NY oscilam entre expectativa por crédito e temor de recessão

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da Folha Online

As Bolsas americanas registram mais um dia de alternância entre altas e baixas nesta sexta-feira. A expectativa de que os mercados de crédito possam ficar um pouco mais flexíveis animou os investidores, bem como a procura por ações a bons preços, mas o temos de uma recessão é o pano de fundo que inspira cautela. O índice Dow Jones variou nesta semana da pior queda em 21 anos (7,87%) para o maior ganho em pontos já visto (936,42 pontos).

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Às 16h49 (em Brasília), a Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) estava em baixa de 0,45%, indo para 8.939,11 pontos no Dow Jones, enquanto o S&P 500 subia 0,18%, para 948,18 pontos. A Bolsa Nasdaq estava em alta de
0,11%, indo para 1.719,64 pontos.

"Como uma peça de borracha que é esticada demais, os mercados têm a tendência de se retrair depois de muito esticados em uma direção", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o estrategista-chefe do RDM Financial Group, Michael Sheldon. Segundo ele, há sinais de de um afrouxamento do crédito, o que indica que as iniciativas do governo americano para estimular a concessão e a tomada de empréstimos e financiamentos possa estar dando resultados. Com isso, o pessimismo dos investidores pode estar diminuindo.

"Há duas semanas muitos achavam que estávamos rumando para outra Grande Depressão e para a beira do abismo", disse Sheldon.

Na terça-feira (14), o presidente dos EUA, George W. Bush, anunciou a compra de ações, no montante de US$ 250 bilhões, de inúmeras instituições bancárias. O propósito central do pacote era, no entanto, a aquisição de papéis com baixíssima probabilidade de resgate (conseqüentemente, com alto risco de calote), chamados de títulos "podres".

Hoje, Bush disse que a situação dos mercados de crédito ainda deve levar um tempo para se normalizar. O presidente destacou que o programa de compra de papéis de bancos é limitado no tempo e em alcance. "A compra será de uma pequena participação, os bancos ficarão com a maior parte [do controle]. Não vamos controlar fundos nem vamos ter representantes na diretoria. A compra irá apenas garantir o dinheiro dos contribuintes", disse Bush.

Mesmo com o relativo otimismo, a economia americana continuar a mostrar sinais de debilidade. Hoje, o Departamento do Comércio informou que a atividade de construção nos EUA caiu 6,3% no mês passado, atingindo o pior desempenho em 17 anos --uma taxa anualizada de construção de 817 mil unidades.

Além disso, a Universidade de Michigan informou hoje que o índice de confiança do consumidor americano caiu para 57,5 pontos em setembro, contra 70,3 um mês antes. Trata-se da maior queda de confiança já vista desde que o índice começou a ser apurado, em 1978.

Ontem também foram divulgados que inspiram pouco ânimo para a economia americana nos próximos trimestres. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) informou que a produção industrial do país caiu 2,8% em setembro, pior resultado desde 1974. Os novos pedidos de seguro-desemprego recuaram na semana encerrada em 11 de outubro, mas ainda estão em níveis de uma economia em recessão.

 

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