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Dinheiro
18/10/2008 - 12h16

Economia dos EUA vai se recuperar no longo prazo, diz Bush

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da Folha Online

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse neste sábado, em seu programa de rádio, que a economia do país vai se recuperar no longo prazo, com as medidas "sistemáticas e agressivas" já adotadas pelo governo para conter a crise financeira, que avança pela economia real.

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"O governo federal respondeu a essa crise com medidas sistemáticas e agressivas para proteger a segurança financeira do povo americano", disse Bush. "Essas ações vão levar mais tempo para exercer o impacto completo. Mas elas são grandes o suficiente e ousados o suficiente para funcionar."

O presidente reconheceu a preocupação das pessoas sobre suas finanças. Desde outubro do ano passado, quando o índice Dow Jones chegou a passar do nível dos 14 mil pontos e estabelecer um novo recorde, a perda em fundos de pensão, planos para pagamento de cursos universitários e planos 401 --empregador cria uma conta de investimento para aposentadoria na qual o empregado pode investir parcela de seu salário, com isenção de impostos por determinado período-- já chegou a cerca de US$ 8,3 trilhões.

Neste mês, o Congresso americano aprovou um pacote de US$ 700 bilhões, para serem aplicados no resgate das instituições financeiras americanas, a fim de evitar quebras como a do Lehman Brothers e do Washington Mutual, no mês passado. A concordata do Lehman, ocorrida no dia 15 de setembro, marcou o início do atual ciclo de uma crise que já tem mais de um ano.

Bush deve conversar hoje com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia (o órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, sobre a crise financeira. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que o encontro entre eles, em Camp David, não deve resultar em uma agenda para o próximo encontro do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia), mas sim uma coordenação para agirem a fim de controlar a crise.

Na última terça-feira (14) o presidente anunciou que o governo vai utilizar US$ 250 bilhões para comprar ativos de bancos como forma de restabelecer o fluxo normal de crédito no país e reativar a atividade econômica.

"Como um forte adepto dos mercados livres, eu me oporia a tais medidas em circunstâncias ordinárias. Mas essas não são circunstâncias ordinárias", disse Bush. "Não tivesse o governo agido, o buraco em nosso sistema financeiro teria ficado maior, famílias e empresas teriam passado por um período mais difícil para conseguir empréstimos e, por fim, o governo teria sido forçado a responder com medidas ainda mais drásticas e custosas mais à frente."

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
3 opiniões
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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