Dinheiro
20/10/2008 - 10h16

Crescimento da China desacelera com crise e fica em 9,9% até setembro

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ANTONIO BROTO
da Efe

Apesar das dificuldades que a China enfrenta neste ano devido aos desastres naturais sofridos e ao impacto da crise financeira mundial, sua economia cresceu 9,9% nos primeiros nove meses de 2008, número que está dentro das previsões do governo, mas que mostra certa desaceleração.

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O NBS (Escritório Nacional de Estatísticas, em inglês) publicou hoje os dados macroeconômicos dos nove primeiros meses do ano, no qual destacou uma nova queda do crescimento trimestral (9% no terceiro trimestre, frente a 10,4% do período entre abril e junho e 10,6% entre janeiro e março).

Em 2006 e 2007, o crescimento econômico trimestral da China nunca ficou abaixo de 10%.

O PIB (Produto Interno Bruto) da China nesse período subiu para US$ 2,95 trilhões, em sua corrida para alcançar a Alemanha e se transformar na terceira potência econômica mundial, depois de Estados Unidos e Japão.

Ao apresentar os números macroeconômicos, o porta-voz do NBS, Li Xiaochao, destacou que, nos primeiros nove meses do ano, a China, em um ano muito complicado, "fez balanço da situação, tomou decisões e adotou políticas que mantiveram um crescimento rápido e estável".

Destacou também a publicação dos números de inflação, que entre janeiro e setembro foi de 7%, 2,9 pontos percentuais a mais que no mesmo período de 2007, mas nove décimos a menos que na primeira metade deste ano, mostrando que as medidas para controlar os preços estão surtindo efeito.

"Ainda devemos vigiar o CPI [Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês]", disse o porta-voz, dando a entender que as medidas de controle continuarão, já que o Governo chinês fixou como metas principais para este ano evitar tanto um crescimento excessivamente rápido do PIB quanto dos preços.

Nos dados do NBS, foram lembrados que o comércio exterior mantém forte crescimento e subiu para US$ 1,96 trilhão, 25,2% a mais que no período entre janeiro e setembro de 2007, consolidando o país como terceiro maior parceiro comercial mundial.

As importações cresceram de forma mais rápida (29%) que as exportações (22,3%), e a China continua mantendo um superávit comercial elevado (aproximadamente US$ 180 bilhões).

No entanto, esse superávit foi menor que o do ano passado em US$ 4,7 bilhões, graças, entre outros fatores, à valorização do iuane frente às moedas americana e européia.

O consumo interno, outro pilar fundamental do surpreendente crescimento econômico chinês, alcançou US$ 1,13 trilhão, um aumento de 22% em comparação ao período de janeiro a setembro de 2007.

Os números foram considerados positivos pelo NBS, já que mostram certa desaceleração --desejada por Pequim há vários anos, devido ao excessivo crescimento em certos setores--, mas, ao mesmo tempo, não parecem muito atingidos pela recessão mundial.

"É um ano extraordinário para o crescimento econômico da China", disse o porta-voz, embora tenha reconhecido que a crise "está começando a ter efeitos negativos na economia nacional".

A economia chinesa cresceu anualmente em média 9,8% nos últimos 30 anos, desde que foi instaurada a reforma e a abertura econômica, e os analistas esperam que, para todo o ano de 2008, o PIB do país cresça entre 8% e 9%.

Também confiam em que o gigante asiático ajude a estabilizar a economia mundial em meio àa crise sofrida principalmente por EUA e União Européia (UE), como fez em 1997, durante a crise asiática.

O fato de a China contar com a maior reserva de divisas mundial (aproximadamente US$ 2 trilhões) e ter investido grande parte deste valor em títulos e empresas financeiras americanas a transformam em ator principal da crise.

Os analistas chineses, no entanto, advertem que a China poderia pedir em troca um maior reconhecimento das potências econômicas comerciais: por exemplo, que os EUA e a UE a reconheçam como economia de mercado e diminua o protecionismo aos produtos chineses.

"A melhor solução para ambas as partes é que o Ocidente ofereça condições à China para que esta lhes conceda ajuda. Mas isso depende de se a China tem confiança no Ocidente", disse à agência de notícias Efe Mei Xinyu, pesquisador e especialista em macroeconomia do Ministério do Comércio chinês.

Comentários dos leitores
Marcelo Moreto (188) 30/11/2009 08h49
Marcelo Moreto (188) 30/11/2009 08h49
A "las vegas" árabe tentando dar seu golpe no mercado. De uma forma ou outra, Dubai irá cair no futuro, afinal, os dinossauros que dominam o mercado global logo logo baterão as botas... sem opinião
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celso assis (74) 29/11/2009 20h04
celso assis (74) 29/11/2009 20h04
E OS IMÓVEIS NO BRASIL QUE SUBIRAM NO MINIMO 30 A 40% NOS ULTIMOS 12 MESES VÀO DAR SEU TOMBO QDO? 1 opinião
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celso assis (74) 29/11/2009 20h02
celso assis (74) 29/11/2009 20h02
Enqto o presidente do Bco. Central Sr. Meirelles, avisa que vai tudo bem, mas poderá haver problemas à frente, portanto evitem exuberância irracional, os gananciosos chefões do Bradesco e Itau, bancos especialistas em esfoliar seus clientes e o povão, dizem que só há maravilhas a frente. QUE DIFERENÇA NÃO. 6 opiniões
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