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Dinheiro
20/10/2008 - 12h21

Presidente do Fed defende novo plano de estímulo à economia

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da Folha Online

O presidente do Federal Reserve (Fed, o BC americano), Ben Bernanke, disse nesta segunda-feira que considera apropriado o exame, por parte do Congresso, de um novo plano de estímulo à economia. A declaração foi feita em seu testemunho na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados).

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"Com a perspectiva de que a economia permaneça fraca por diversos trimestres, e com o risco de uma desaceleração acentuada, a consideração de um pacote fiscal pelo Congresso parece apropriada", disse Bernanke.

Mark Lennihan/AP
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia
Ben Bernanke, do Fed, considera apropriado novo pacote de estímulo à economia

Ele sugeriu que o Congresso elabore o plano, a fim de que ele seja oportuno e com metas bem estabelecidas, além de limitar os efeitos de longo prazo sobre o déficit orçamentário do país.

Bernanke afirmou ainda que o pacote também deve incluir medidas para ajudar a estimular o mercado de crédito. "Se o Congresso seguir adiante com um pacote fiscal, ele deve incluir medidas para melhorar o acesso ao crédito para os consumidores, mutuários, empresários e outros tomadores de empréstimo", disse. "Tais ações podem ser particularmente efetivas para promover o crescimento econômico e a criação de empregos."

No último dia 8, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que o país precisa de um novo pacote de estímulo à economia, de US$ 150 bilhões. Ela afirmou que o novo pacote, aos moldes do que foi aprovado em fevereiro deste ano, de US$ 168 bilhões, pode ser necessário para estimular o consumo e impedir um agravamento da situação da economia americana.

O pacote de US$ 168 bilhões ajudou a fazer a economia americana andar: o dinheiro extra favoreceu os gastos dos consumidores entre abril e julho, o que se refletiu nos dados do PIB (Produto Interno Bruto). No segundo trimestre, a economia cresceu 2,8% (ligeiramente menor que os 3,3% em um cálculo prévio). Analistas dizem, no entanto, que, sem o benefício do dinheiro extra, nos próximos trimestres o desempenho econômico americano deverá ser inferior.

Tudo isso ocorreu antes da restrição do crédito e das turbulências dos mercados financeiros, que motivaram um programa de auxílio no valor de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso há quatro semanas.

Bernanke repetiu hoje os mesmos princípios gerais com os quais aprovou o auxílio fiscal de fevereiro e acrescentou que qualquer programa novo deveria ser planejado de modo que seja oportuno, temporário e focado "a melhorar o acesso ao crédito de parte de consumidores, compradores de imóveis, negócios e outros".

Comentários dos leitores
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Cassio XF (33) 01/12/2009 19h54
Nao eh o Ouro que que estah aumentando, sao as moedas que estao se desvalorizando. O ouro sempre tem valor estavel se comparado aos outros comodities. Por exemplo, a mesma quantidade de ouro compra o mesmo volume de petrole hoje e ou ha 30 anos atras.
Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
3 opiniões
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joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
joão nascimento (232) 01/12/2009 18h21
epero que o dem puna o seu governador e não varra a sujeira para baixo do tapete como pt
SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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celso assis (76) 01/12/2009 12h32
celso assis (76) 01/12/2009 12h32
Seria talvez interessante saber não só a porecntagem em relação ao PIB, mas tambem qual a porcentagem em relação PIB dos empréstimos que foi para o consumo e qual a que foi para a produção (excuindo-se aqui dados do BNDES).
A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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