Mantega diz que Brasil tem sete vantagens comparativas para enfrentar crise
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse hoje que o Brasil possui sete vantagens em relação a outros países para enfrentar o agravamento da crise internacional de crédito.
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Em apresentação feita na Câmara dos Deputados, Mantega listou os seguintes pontos:
1) Economia dinâmica com vantagens comparativas;
2) Grande potencial de mercado interno;
3) Reservas elevadas (dólar);
4) Compulsório (reais);
5) Reservas petróleo e gás;
6) Exportações diversificadas e menor abertura;
7) Regulamentação Financeira.
"O Brasil tem uma economia mais dinâmica do que as economias mais avançadas e demonstra vantagens comparativas", afirmou o ministro.
Ele deu como exemplo as exportações. "O fato de que só 13% do nosso PIB é exportado torna-se uma vantagem. Dependendo mais do mercado interno do que externo, seremos menos impactado do que China caso haja uma redução do comercio mundial."
Mantega afirmou que até mesmo o alto volume de depósitos compulsórios dos bancos se transformou em algo positivo, já que oferece hoje uma reserva de recursos que podem ser liberados para injetar mais dinheiro na economia.
O BC já liberou cerca de R$ 100 bilhões por meio desse mecanismo. Antes da liberação, os compulsórios somavam cerca de R$ 260 bilhões.
Ilusões
Durante audiência na Câmara, Mantega foi criticado pelos deputados da oposição por estar subestimando os efeitos da crise no Brasil. O ministro respondeu que o governo vem agindo somente diante dos problemas que se apresentam, mas sem deixar de analisar aqueles que vão surgindo.
"Nunca vendi ilusões de que essa crise seria passageira. Mas não vou inventar aqui problemas para poder resolvê-los", afirmou.
Em relação à falta de crédito no Brasil, o ministro afirmou que há apenas uma liberação menor de dinheiro por parte dos bancos.
"Não há exatamente crédito empoçado na economia brasileira. As instituições de crédito demonstraram que estão liberando crédito, apenas em volume menor. Elas estão apenas com uma preocupação. É natural uma ação de prudência."
Editorial
O ministro também foi questionado sobre as críticas feitas em um editorial publicado hoje no jornal "O Estado de S.Paulo", no qual foram destacados trechos de sua entrevista à Folha do último domingo.
Na entrevista ao colunista Guilherme Barros, Mantega disse: "sou corintiano e keynesiano desde criancinha", em referência ao economista citado como pai do desenvolvimentismo econômico.
Hoje, o ministro atribuiu as críticas do editorial ao fato dele não ser um liberal como os que 'afundaram' a economia mundial.
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Isso se deve a distribuição de "PANETONES" a filiados politicos que "LAVAM" esse dinheiro comprando propriedades em nomes de terceiros ou justificando que um imóvel comprado a um ano por R$1.000,00 possa ser vendido no ano seguinte por R$3.000,00.
VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL.
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