Bush e Lula planejam reunião sobre crise econômica para novembro, nos EUA
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, telefonou nesta terça-feira para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e propôs uma reunião para discutir a crise econômica internacional e seus efeitos. A idéia, segundo Bush, é que a reunião ocorra em meados de novembro nos Estados Unidos.
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Interlocutores de Lula informaram que integrantes do G-8 (sete países mais industrializados e a Rússia) e representantes dos países emergentes, entre os quais o Brasil, deverão ser convidados para o encontro nos Estados Unidos. O formato da reunião ainda não foi definido.
A Folha Online apurou que na conversa Bush disse a Lula que é fundamental que os chefes de Estados discutam medidas pontuais relativas aos esforços para conter os avanços da crise para evitar as ameaças de que situações semelhantes se repitam.
Para Bush, de acordo com interlocutores de Lula, é necessário haver uma espécie de ação conjunta para que os países emergentes --expressão utilizada para definir os países que estão se industrializando e desenvolvendo --não sejam prejudicados.
No telefonema, o presidente norte-americano também quis saber de Lula como foi sua viagem à Índia e qual a disposição para a retomada da Rodada de Doha. Na conversa, Lula afirmou, de acordo com interlocutores, que está otimista na possibilidade de as discussões serem retomadas.
Ontem, o presidente afirmou que as negociações deverão ser retomadas após as eleições nos Estados Unidos, marcadas para 4 de novembro. Segundo Lula, há interesse dos norte-americanos, da União Européia e do G-20 (grupo dos países em desenvolvimento) de concluir a Rodada de Doha.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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