Mantega diz que governo pode usar FGTS para ajudar construção civil
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse hoje que o governo pode utilizar o dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para ajudar as empresas de construção civil durante a crise internacional de crédito.
Segundo Mantega, essas empresas usaram o capital que tinham para comprar terrenos e iniciar empreendimento. Mas com a redução na disponibilidade de crédito, elas estão com falta de capital de giro para dar continuidade às obras.
Leia cobertura completa da crise financeira
A estimativa é de que vão faltar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões de capital de giro.
"A idéia ainda não se concretizou, e talvez a gente precise dos senhores [do Congresso], de se criar alguma linha, provavelmente usando FGTS, que é um funding para a construção, que se use para dar capital de giro", afirmou o ministro durante audiência na Câmara dos Deputados para discutir a crise internacional de crédito.
Ontem, o ministro havia anunciado a liberação de mais recursos para o financiamento da safra 2008/2009, ajuda para o setor de construção civil e possibilidade dos bancos oficiais federais agirem mais agressivamente na concessão de crédito. Seriam R$ 2,5 bilhões para a safra e até R$ 4 bilhões para a construção civil.
Socorro
Mantega falou também que o governo vai fornecer linhas para capital de giro de empresas que tenham perdido dinheiro com a alta do dólar, mas negou que o governo esteja socorrendo especuladores.
"Eu sou contra subsídios, salvar empresas. Nós vamos dar capital de giro. O governo tem obrigação de fornecer liquidez para manter o país crescendo", afirmou.
"É um problema privado que tem de ser administrado do ponto de vista privado. O governo está apenas dando liquidez, não está premiando aqueles que apostaram [na queda do dólar]. Aqueles que apostaram vão ter de pagar o preço."
Entre as empresas que perderam mais dinheiro com a alta do dólar estão a Sadia, Aracruz e Votorantim.
Leia mais
- BC aplicou 75% das reservas internacionais em títulos dos EUA
- BC age corretamente na crise, mas Fazenda não, diz professor da FGV
- Presidente do Senado diz que crise mundial "vai bater na porta" do Brasil
- BC já interveio no câmbio com US$ 22,8 bilhões desde início da crise
Livraria
- Folha Explica o DÓLAR e sua importância no mundo globalizado
- Entenda a CRISE ECONÔMICA pela ótica de Karl Marx
Especial


avalie fechar
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
avalie fechar
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
avalie fechar