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Dinheiro
22/10/2008 - 08h13

Reino Unido provavelmente entrará em recessão, diz BC britânico

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da Efe

O presidente do Banco da Inglaterra (BC britânico), Mervyn King, reconheceu pela primeira vez que o Reino Unido deve entrar em recessão devido à atual crise financeira.

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"Agora parece provável que a economia do Reino Unido esteja entrando em uma recessão", afirmou King nesta terça-feira (21), durante um discurso na cidade inglesa de Leeds.

O governador do banco central britânico admitiu a probabilidade de que o país entre em recessão, após garantir que a conjunção de uma redução na disponibilidade creditícia e uma queda na renda disponível das famílias aumenta o risco de uma baixa "pronunciada e prolongada" da demanda interna.

O PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido não registrou no segundo trimestre nenhum crescimento em comparação aos três primeiros meses do ano; nesta sexta-feira (24) serão divulgados os dados provisórios correspondentes ao terceiro trimestre.

A estagnação elevou o temor de que o Reino Unido entrasse finalmente em recessão, que se define como dois trimestres consecutivos com crescimento negativo.

O Niesr (Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social, na sigla em inglês) previu nesta quarta-feira que a economia do Reino Unido terá um recuo de 0,9% em 2009 --o que seria o primeiro ano completo de recessão desde 1991--, com uma queda generalizada do consumo e do investimento.

Em seu discurso, King disse que a quebra do Lehman Brothers em 15 de setembro deu passagem para uma seqüência de eventos "extraordinária" e "quase inimaginável", que culminou no anúncio dos diferentes planos para recapitalizar os bancos de vários países.

Ele defendeu estes planos, promovidos pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e os qualificou de "ação radical necessária" para garantir a sobrevivência do setor bancário, mas afirmou que o sistema está ainda "longe do final do caminho para a estabilidade".

O presidente do Banco da Inglaterra afirmou que começa a haver sinais de uma maior atividade, mas previu que não se voltará em breve à "idade da inocência", na qual os bancos faziam empréstimos entre si com gratificações muito baixas.

King disse que ainda passará um tempo até que o plano de recapitalização leve os bancos a recuperar os níveis normais de empréstimo à economia real. No entanto, afirmou que, por "normal", não se refere às condições existentes antes de agosto de 2007, quando começou a atual crise financeira devido às hipotecas "subprime" (de maior risco) nos Estados Unidos.

O presidente do Banco da Inglaterra afirmou que o banco central atuará "sem demora" para garantir o cumprimento das metas de inflação.

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) do Reino Unido ficou em 5,2% em setembro, em taxa anualizada, a mais alta desde 1997 e acima da meta de 2% do governo, mas os analistas prevêem que alcançou seu máximo.

Apesar destas previsões, King disse que a perspectiva é "muito incerta" e que dependerá da evolução das matérias-primas, principalmente o petróleo, e de quando os bancos voltarão a níveis normais de empréstimo.

King previu que o enfraquecimento do setor imobiliário britânico provavelmente continuará, junto com elevados níveis de desemprego.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (444) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
2 opiniões
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mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
mauro guanandi (50) 04/12/2009 10h32
sENHOR cELSO. eSTAS CERTO QUANTO AO PETRÓLEO.
O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
sem opinião
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celso assis (79) 03/12/2009 10h03
celso assis (79) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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