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Dinheiro
22/10/2008 - 13h04

Meirelles diz que há interesse de bancos centrais por reais

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O Banco Central do Brasil tem mantido conversas com bancos centrais internacionais que manifestaram interesse em realizar operações de troca de moedas locais por reais, revelou nesta quarta-feira o presidente do BC, Henrique Meirelles.

Nessas operações de swap (troca), o Brasil entrega reais em troca da moeda de outro país. Essa procura motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a incluir a autorização para que o BC possa realizar esse tipo de operação na MP (medida provisória) que também autoriza os bancos públicos brasileiros a comprarem instituições financeiras privadas em dificuldade.

Leia cobertura completa da crise financeira

Segundo Meirelles, não é possível explicar como isso seria feito, já que as trocas dependem de convênios específicos entre os bancos centrais.

"Estamos propondo a faculdade legal de o Banco Central celebrar convênios, caso seja necessário. Não compete ficar especulando que tipo de convênio", disse. "Existiria interesse de outros bancos centrais de celebrar esse tipo de convênio com o país? Sim, pelas conversas que estamos tendo."

Meirelles se recusou a explicar o motivo de o governo ter adotado tal medida nesse momento de crise. Afirmou apenas que o mecanismo vem sendo muito utilizado pelo Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) em trocas com bancos centrais de países desenvolvidos e com moedas fortes.

Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, preferiu explicar a decisão com uma piada. "Nós poderemos ajudar os EUA se eles tiverem falta de liquidez", disse o ministro.

Meirelles voltou a afirmar que essa "é uma medida preventiva" e que "não existe necessidade de se usar isso no momento", como foi dito no caso das outras medidas contra crise anunciadas pelo BC.

Comentários dos leitores
Fernando Andrade (14) 04/07/2009 13h52
Fernando Andrade (14) 04/07/2009 13h52
Marolinha
O povo brasileiro não sabe o poder que tem. Leio muitos comentários aqui passando a ideia de que nós estamos sofrendo com a crise, que é muito mais do que o presidente Lula falou, que estamos numa pior..enfim. Claro que estamos sendo afetados pela crise, quem não está? Mas essa crise é muito mais psicológica do qualquer outra coisa para nós. Podemos sair dele numa boa e estamos nos virando bem, quer queiram ou não! O povo brasileiro (de verdade) mudou após a era Lula. Esses sim são sinais claros de que devemos acreditar no Brasil. Não um bando de pessimistas que gostam de menosprezar o Brasil.
O que falta realmente é um povo unido para juntos combatermos a desigualdade social, melhoramos a educação e criarmos o alicerce para que este país seja um lugar melhor para se viver. Parem de criticar e apresentem soluções!!!!
sem opinião
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M Mig (1471) 03/07/2009 15h00
M Mig (1471) 03/07/2009 15h00
Ontem ouvi no rádio um jornalista que fala sobre o mundo automotivo dizer que não houve tsunami e nem marola por que o brasileiro continua comprando carros. Ora, um habito comum ao brasileiro é a ostentação, para isso muitos se endivida para adquirir bens que não são compatíveis com seu nível de vida. Esse fenômeno podemos observar principalmente com três bens de consumo:
-Roupas e calçados: O sujeito ganha mil e quinhentos reais, mas ele tem um tênis que custa seiscentos reais.
-Celular: A pessoa economiza até em sua alimentação, mas tem um smartfone.
-Carro: O sujeito se endivida por oito anos para comprar um carro (em 2007 o aumento de financiamentos de veículos aumentou 43,5% e desde então tem crescido a cada ano) e muitas vezes não tem dinheiro para mantê-lo ou para pagar pelo financiamento, o que causa o aumento do número de recuperações de veículos por financeiras (observado desde o ano passado).
Em suma, o jornalista fez uma afirmação ignorando que a compra de carros é impulsionada pela capacidade de endividamento, ignorando as centenas de milhares de demissões (comprovadas pela redução de captação de impostos), o aumento da inadimplência (cheque especial e financiamento de veículos são os lideres). A disseminação desse tipo de convicção cega e impede que a população exija retidão e resultados do governo federal. É lamentável que um jornalista use as atribuições de sua função para disseminar sua opinião ignorando os fatos.
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Sergio Torres da Silva (104) 02/07/2009 20h27
Sergio Torres da Silva (104) 02/07/2009 20h27
Condenado a 150 anos e cobertura confiscada.
Um belo exemplo de, liberdade enquanto conseguiu esconder e punição quando foi descoberto.
Acho que precisamos, aqui no Brasil, exercitar mais os atos de punição.
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