Meirelles diz que há interesse de bancos centrais por reais
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Banco Central do Brasil tem mantido conversas com bancos centrais internacionais que manifestaram interesse em realizar operações de troca de moedas locais por reais, revelou nesta quarta-feira o presidente do BC, Henrique Meirelles.
Nessas operações de swap (troca), o Brasil entrega reais em troca da moeda de outro país. Essa procura motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a incluir a autorização para que o BC possa realizar esse tipo de operação na MP (medida provisória) que também autoriza os bancos públicos brasileiros a comprarem instituições financeiras privadas em dificuldade.
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Segundo Meirelles, não é possível explicar como isso seria feito, já que as trocas dependem de convênios específicos entre os bancos centrais.
"Estamos propondo a faculdade legal de o Banco Central celebrar convênios, caso seja necessário. Não compete ficar especulando que tipo de convênio", disse. "Existiria interesse de outros bancos centrais de celebrar esse tipo de convênio com o país? Sim, pelas conversas que estamos tendo."
Meirelles se recusou a explicar o motivo de o governo ter adotado tal medida nesse momento de crise. Afirmou apenas que o mecanismo vem sendo muito utilizado pelo Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) em trocas com bancos centrais de países desenvolvidos e com moedas fortes.
Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, preferiu explicar a decisão com uma piada. "Nós poderemos ajudar os EUA se eles tiverem falta de liquidez", disse o ministro.
Meirelles voltou a afirmar que essa "é uma medida preventiva" e que "não existe necessidade de se usar isso no momento", como foi dito no caso das outras medidas contra crise anunciadas pelo BC.
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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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