Parlamento europeu apóia criação de um "governo econômico" da zona do euro
da France Presse
da Folha Online
Os deputados do Parlamento Europeu aprovaram nesta quarta-feira por esmagadora maioria uma resolução que apóia a idéia de promover o governo econômico da Europa lançada pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy.
A resolução, sem valor vinculante, foi aprovada por 499 deputados contra 130, tendo sido registradas 67 abstenções.
As políticas macroeconômicas européias devem apresentar "uma resposta rápida e estreitamente coordenada para ajudar à recuperação do crescimento econômico mundial", destacaram os eurodeputados.
Em seu discurso aos deputados europeus, na terça-feira, sobre as conseqüências a serem tiradas da crise financeira atual, Sarkozy voltou a apresentar a idéia de pôr em prática "um governo econômico claramente identificado" na zona euro. Ele disse ontem ser favorável à criação na Europa de fundos soberanos que, coordenados, permitiriam dar "uma resposta industrial à crise" econômica.
Criados por alguns governos, esses fundos de investimentos especiais servem para administrar os ativos dos Estados no exterior. Usados na Ásia e pelos países produtores de petróleo, estima-se que hoje em dia cheguem a cerca de US$ 5 trilhões.
"Conheço perfeitamente os desacordos entre alguns países, mas não posso conceber que me digam que era necessária uma resposta européia unida para a crise financeira, e não para a crise econômica", disse, ao se referir às divergências em torno do tema dentro da UE. "Nosso dever é fazer que a Europa possa continuar construindo barcos, aviões e automóveis."


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A grande pergunta aqui é se esse "problema" em Dubai, é o reflexo ainda da crise de um ano atrás, ou é o aviso que a tal crise ainda não acabou e está agora entrando em outra fase?
Portanto, Dubai é reflexo, consequência ou início de um novo ciclo de destruição econômica?
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