Publicidade

Dinheiro
22/10/2008 - 15h21

MP facilita aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, diz executivo

Publicidade

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O vice-presidente de finanças do Banco do Brasil, Aldo Luis Mendes, disse nesta quarta-feira que um dos efeitos imediatos da nova MP (medida provisória) que autoriza bancos públicos a adquirir instituições privadas será facilitar a compra da Nossa Caixa, que está em negociação.

Mendes negou, no entanto, que o banco queira comprar outros bancos além da Nossa Caixa e do BRB (Banco de Brasília), operações que já estão em análise.

Leia cobertura completa da crise financeira
Veja a lista de medidas já anunciadas no Brasil para combater a crise

Mendes disse que uma das dificuldades para a concretização da compra da Nossa Caixa é o fato de o governo do Estado de São Paulo não aceitar o pagamento em ações. Com a MP, o pagamento pode ser diretamente, em dinheiro, sem necessidade de emitir novas ações.

"A MP reduz em 50% os desafios para comprar a Nossa Caixa. Num mercado em ascensão, poderíamos monetizar as ações, dando uma garantia de preço e de liquidez ao longo do tempo. Mas por trás disso tem uma engenharia complexa que não há a menor condição de levar adiante agora", afirmou.

De acordo com Mendes, existe ainda dificuldade em acordar um preço para a compra da Nossa Caixa. Ele ressaltou que a MP traz uma vantagem potencial para o BB no caso de novas aquisições e fusões, mas que não há nada em vista.

"Não existe nenhum banco que nós estejamos olhando para comprar, alem do BRB e Nossa Caixa, nenhuma seguradora, absolutamente nada. A MP é algo que dota a gente de potencial para o futuro", completou.

Mendes disse ainda que associar a MP a riscos potenciais de bancos brasileiros é uma visão imediatista. Ele disse que os bancos que precisavam de liquidez já resolveram os problemas utilizando de medidas anteriores do Banco Central, como a venda de carteiras de crédito.

"É uma medida de precaução, como estamos fora do olho do furacão, dá tempo para tomarmos medidas. O governo brasileiro está conseguindo tirar vantagem de se antecipar dos acontecimentos. Essa medida é mais uma que se encaixa nisso", afirmou.

Para o vice-presidente, a MP deixa ainda BB e Caixa preparados para, caso exista alguma oportunidade, poderem adquirir bancos.

"Em momentos de liquidez concentrada, quem tem o dinheiro na mão dá as cartas do jogo. Pode fazer excelente negócios".

MP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem uma MP 443, que autoriza os bancos públicos brasileiros, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, a adquirirem participações em instituições financeiras privadas. Hoje isso é proibido. A informação foi antecipada pelo colunista Guilherme Barros.

Além de bancos, também podem ser estatizadas seguradoras, instituições de previdência privada e de capitalização. A MP também autoriza a Caixa Econômica Federal a comprar a participação acionária de construtoras em dificuldade.

Medidas semelhantes já foram adotadas por EUA e Europa e ajudaram a tranqüilizar os mercados. No entanto, por lá a injeção foi direta, ou seja, os governos ou BCs irão comprar os ativos, enquanto por aqui a aquisição se dará por meio de bancos públicos.

Comentários dos leitores
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
sem opinião
avalie fechar
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
alberto aparecido (1) 18/12/2009 19h19
O que nós que estamos na estrada, lutando e correndo tanto atrás de objetivos, podemos esperar desses Governos Estaduais e Federais. Temos exemplos de Venezuela, Argentina, EUA, China etc. Todos os dias jornais do Brasil e do mundo dizem a mesma coisa. O Governo Brasileiro precisa diminuir os gastos públicos e a despesa só aumenta. Judiciário ganha quanto quer. Legislativo (vergonha) ganha quanto quer(rouba quanto quer), executivo ganha quanto quer (rouba quanto quer). O Presidente Sr. Lula era contra tudo isso, antes de ser Presidente. Onde está o Lider Brasileiro, que poderá nos tirar de toda essa lama? Quem disse que a Petrobrás é nossa? Que o Pré-Sal é nosso? Mais da metade de tudo isso é dos Americanos(via Bolsa de Valores). O Governo Brasileiro vive destruindo nossos sonhos, sonho de educarmos nossos filhos, termos nossa casa própria, nosso carro de qualidade, nossa vida em família com o conforto que merecemos. Exemplo disso são as pessoas se afongando nas recentes chuvas (pois não tem como morar dignamente) e são obrigados a se espremeram e enconstas de barrancos e áreas pantanosas. A Petrobrás esfola os Brasileiros em nome da liberdade de mercado (transferindo todo o lucro para as famílias prósperas e gordas americanas). O governo Brasileiro só pensa em arrecadar, não pensa no povo. Até onde poderemos suportar toda essa carga? sem opinião
avalie fechar
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Pedro Assis (1) 18/12/2009 17h24
Em relaçao ao alcool, gostaria de comentar sim, primeiro lugar deveria abastecer a demanda do nosso Pais, exportar menos, fazer o brasileiro pagar menos, se houver sobras, ai sim vender, mas nos brasileiro estamos cansado dessa politica de primeiro abastecer na fora, cada vez que abastecemos na fora, sobra menos para o mercado interno, e assim consequentemente pagamos mais, Exelentissimo SR Presidente da Republica, aqui deixo meu apelo, "Vamos olhar para o mercado interno, um otimo exemplo e o caso do alcoool, pô e nossa cana de açucar, e nossa fabricaçao, produçao toda nossa, Por que pagar mais caro.
No meu entendimento o Petrolio e principalmente o alcool com uma demanda maior e mais consumida com relaçao as pesquisa e a alma da economia, pois dependemos dele para tudo, transporte, saude, segurança, trabalho, lazer, alimentos, preços, principalmente a infraçao,etc. dependemos dele pra tudo. No entanto deve ser melhor monitorado e ate mesmo tabelado, para que nao haja abuso como esta tendo, hoje cada cidade cobra o que quer, precisamos de um controle mais energico pela parte do governo, e que este governo olhe mais para nosso mercado.
um abraço a todos leitores da folha.
Pedro Rocha
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4444)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca