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Dinheiro
22/10/2008 - 16h52

Emissão de cheques sem fundo sobe em setembro, aponta Serasa

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da Folha Online

O volume de cheques devolvidos por falta de fundos em setembro aumentou 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo indicador Serasa divulgado nesta quarta-feira. Em setembro deste ano, foram devolvidos 17,9 cheques por mil compensados, enquanto em setembro de 2007 foram 17,7 cheques. Neste mês, outra pesquisa, da Telecheque, aponto a mesma tendência.

Na comparação entre os meses, houve 119,49 milhões de cheques compensados no país, em setembro de 2008, sendo que 2,14 milhões foram devolvidos por falta de fundos. Em setembro de 2007, os números foram de 115,95 milhões e 2,05 milhões, respectivamente.

No acumulado do ano, porém, houve queda de 1,5% no indicador. Até setembro foram 19,5 cheques devolvidos por mil compensados, ante 19,8 no acumulado de janeiro a setembro 2007.

Em todo o país, foram registrados 1,05 bilhão de cheques compensados, de janeiro a setembro deste ano, com 20,50 milhões de cheques devolvidos por insuficiência de fundos. Nos nove meses do ano passado, os cheques compensados totalizaram 1,15 bilhão, e os devolvidos, 22,86 milhões.

Para os técnicos da Serasa, a queda da inadimplência com cheques no ano se deve "pela migração da dificuldade dos consumidores em honrar suas dívidas do cheque pré-datado para outras formas de financiamento como dívidas junto à instituições financeiras e administradoras de cartão de crédito, por exemplo".

Em nota, a Serasa afirma que "o aumento da inadimplência da pessoa física face à diminuição do número de cheques devolvidos reforça esse argumento".

A empresa também destaca que as condições de crédito pioraram ao longo do ano por conta do aumento nos custos dos financiamentos, em razão da elevação do IOF, da taxa básica de juros e do "spread" (preço do dinheiro cobrado pelos bancos).

Além disso, para a Serasa também pesa o maior grau de incerteza causado pela crise financeira global. "Com isso, os bancos e as financeiras têm adotado medidas mais rígidas para concessão de empréstimos, o que prejudica a utilização do cheque como meio de pagamento disponível."

 

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