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Dinheiro
23/10/2008 - 13h00

Tarso nega que MP dos bancos seja invasão do Estado na iniciativa privada

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) defendeu nesta quinta-feira a decisão do governo em editar a MP (medida provisória) que autoriza os bancos estatais a comprar participação em instituições financeiras privadas. De acordo com o Tarso, a iniciativa é "absolutamente correta".

Tarso negou que ocorra uma "invasão do Estado na iniciativa privada". Segundo o ministro, as atribuições do Estado são de "organizar a economia, regular a sociedade e o circuito financeiro, não substituir os entes privados".

A MP 443 autoriza o BB (Banco do Brasil) e a CEF (Caixa Econômica Federal) a constituírem subsidiárias e a adquirirem participação em instituições financeiras com falta de liquidez, além de ter autorizado também a criação da empresa Caixa - Banco de Investimentos S.A.

A edição da medida provocou uma série de críticas no Congresso, uma vez que senadores e deputados se sentiram traídos pela equipe econômica. Isso porque a MP foi editada ontem, um dias depois de o ministro Guido Mantega (Fazenda) e presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participarem de uma audiência pública no Congresso.

Em decorrência das críticas feitas ao governo, Mantega decidiu que retornará na terça-feira (28) ao Senado e à Câmara para uma conversa com os líderes partidários. Na quinta-feira (30), será a vez de ele e Meirelles darem explicações sobre as medidas do governo para conter os efeitos da crise econômica internacional à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

 

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