Dinheiro
23/10/2008 - 13h07

Greenspan refere-se à crise financeira como "tsunami creditício"

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da Efe, em Washigton
da Folha Online

O ex-presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) Alan Greenspan acredita que os Estados Unidos estão no meio de "um tsunami creditício", e que a turbulência financeira o deixou "em um estado de estupor".

O ex-funcionário discursou hoje diante do Comitê de Supervisão da Câmara de Representantes dos EUA (Câmara Baixa), em uma audiência sobre o papel das agências de controle financeiro e econômico do governo americano enquanto era criada a atual crise dos mercados.

Segundo fragmentos de seu testemunho divulgados pelo escritório de Greenspan, o homem que dirigiu o Fed entre 1987 e 2006 acredita agora que as empresas e mercados financeiros "deveriam ser muito mais regulados, para impedir um tsunami financeiro como o que não vimos em um século."

Durante o período no qual Greenspan liderou o Fed, acelerou-se nos Estados Unidos a eliminação de regulações, e diminuiu a aplicação das que ficaram de pé, enquanto nos mercados financeiros multiplicaram-se novos "instrumentos" de especulação.

Greenspan disse que "está em choque e não pode acreditar" como os bancos e as empresas financeiras não se vigiaram e controlaram a si próprias, que é com o que ele e outros responsáveis de supervisão no governo americano contavam.

O presidente do Comitê de Supervisão, Henry Waxman, acusou Greenspan de contribuir para as "práticas irresponsáveis de financiamento" por rejeitar os apelos para que o Fed regulasse a então recém-nascida indústria dos financiamentos imobiliários de alto risco ("subprime").

"A lista de erros regulatórios e erros de avaliação é longa", disse Waxman sobre a superintendência pelo Fed e de outros reguladores federais.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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