Governos europeus mobilizam trilhões de dólares contra a crise
da Folha Online
Depois de prejuízos de bilhões de dólares em bancos europeus e com algumas das principais economias da Europa levadas à recessão, ou bem perto de uma, os governos do continente se mobilizaram para tentar conter, em alguns casos, o avanço da crise financeira global sobre a economia real e, em outros, reverter o estrago já provocado.
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10 questões para entender o tremor na economia
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A mobilização envolve valores consideráveis. Tomados em conjunto, levando em conta apenas as ajudas vindas da europa ao setor financeiro, o total passa de US$ 2 trilhões. Mesmo esse volume todo de dinheiro, no entanto, pode não ser o bastante para estabilizar a economia global. O mercado financeiro, pelo menos, não se deixou impressionar: mesmo com tudo o que já foi feito desde o dia 15 de setembro --quando o banco Lehman Brothers quebrou nos EUA dando novo fôlego à crise--, os mercados oscilam entre ganhos modestos e perdas históricas.
A quebra do Lehman é um dos pontos culminantes na trajetória da crise desde meados do ano passado, quando a inadimplência nas hipotecas de risco nos EUA atingiu níveis críticos. A desconfiança de que todo o volume de dinheiro movimentado na forma dessas hipotecas pudesse virar pó levou o BNP Paribas a congelar em agosto de 2007 cerca de 2 bilhões de euros em fundos. Foi a partir daí que o termo "subprime" entrou para o vocabulário do mercado financeiro.
O problema
O mercado imobiliário dos EUA viveu um "boom" logo após a crise das empresas "pontocom", em 2001. A expansão no mercado imobiliário acabou por chegar a um nicho ainda não explorado: o de clientes 'subprime', que envolvia um risco maior de inadimplência --e, por isso mesmo, à promessa de retornos mais altos.
Instituições americanas e estrangeiras, interessadas em retornos mais altos compraram esses títulos "subprime" das companhias hipotecárias e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Esse sistema gerou uma cadeia de venda de títulos.
Em um mercado financeiro cada vez mais integrado --efeito da globalização nos últimos anos--, o efeito do não-pagamento de um empréstimo na ponta (quem toma o empréstimo) gera um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores dos títulos. Isso cria uma desconfiança generalizada que se espalha por praticamente todas as categorias de crédito. O resultado é uma relutância cada vez maior por parte das instituições financeiras em oferecer crédito, e o reflexo dessa desconfiança é a paralisia em curso nos mercados financeiros.
O funcionamento desse mecanismo levou diversas instituições financeiras européias à beira do abismo. O Northern Rock, uma das principais instituições hipotecárias britânicas, sofreu com a crise já em fevereiro, um prenúncio do que estava por vir. Diversas outras vieram a seguir, todas atingidas pelos efeitos do mecanismo triturador posto em movimento pelas hipotecas "subprime" nos Estados Unidos: UBS, BNP Paribas, Fortis, Bradford & Bingley, HBOS, Hypo Real Estate, Glitnir, Landsbanki, Kaupthing, Dexia, Unicredit e ING.
Com tantas baixas, provocando perdas históricas nos mercados europeus, algumas economias européias não resistiram. O premiê britânico, Gordon Brown, e o presidente do Banco da Inglaterra (BC britânico), Mervyn King, já reconheceram que será difícil evitar a recessão no Reino Unido.
Na França, o BC do país (ligado ao Banco Central Europeu) já informou que o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,1% no terceiro trimestre de 2008, depois de uma baixa de 0,3% no segundo trimestre. Dois trimestres consecutivos de PIB negativo formam o padrão considerado pelos economistas como indicador de recessão. Antes da França, a Irlanda já havia obtido o duvidoso título de primeiro país da zona do euro a entrar em recessão: o PIB irlandês no segundo trimestre teve uma contração de 0,5%, depois de uma contração de 0,3% no primeiro.
Ajudas
Os EUA começaram a discutir um pacote de ajuda a instituições financeiras antes da Europa, mas foram os europeus que tomaram a dianteira em termos de ação. O governo britânico elaborou um amplo pacote de 500 bilhões de libras (US$ 807 bilhões), com a liberação de 50 bilhões de libras (US$ 80,7 bilhões) para uma estatização parcial do setor bancário. Só dias depois é que os EUA iriam autorizar o primeiro saque, de US$ 250 bilhões, da reserva de US$ 700 bilhões aprovada pelo Congresso para comprar papéis de bancos, a fim de evitar mais quebras.
Além do Reino Unido, a Alemanha também aprovou um pacote, de 500 bilhões de euros (US$ 644 bilhões, no câmbio de hoje) preparado pelo governo para ajudar os bancos do país. O plano de resgate tem como objetivo incentivar os créditos interbancários e a compra de pacotes de ações dos bancos privados por um total de 80 bilhões de euros (US$ 103 bilhões) para reforçar o capital das instituições. Antes disso, em uma medida mais pontual, o governo alemão, em parceria com outros bancos privados, fecharam um pacote de 50 bilhões de euros (cerca de US$ 64 bilhões) para salvar o Hypo.
O governo da Suécia também já agiu e disponibilizou cerca de US$ 203 bilhões para ajudar o sistema financeiro do país. A França, por sua vez, já ajudou algumas de suas instituições bancárias mais importantes com uma injeção de 10,5 bilhões de euros, parte de um pacote de 360 bilhões de euros (cerca de US$ 464 bilhões).
Coordenação
O FMI (Fundo Monetário Internacional) e diversos governo europeus vêm pedindo coordenação --entre Europa e países de outros continentes, bem como entre os próprios países europeus-- para combater a crise em curso. O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, já disse em diversas ocasiões a necessidade de uma ação ágil e coordenada entre os países é necessária para enfrentar a crise financeira.
Uma dessas ações coordenadas foi a que adotaram o Federal Reserve (Fed, o BC americano), o Banco do Canadá e quatro bancos centrais da Europa --Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)--, ao reduzir em 0,5 ponto percentual suas taxas de juros, na tentativa de reativar o sistema mundial de crédito.
O Parlamento Europeu já aprovou uma proposta do presidente da França, Nicolas Sarkozy: uma resolução que apóia a idéia de promover o governo econômico da Europa. Os eurodeputados destacaram que as políticas macroeconômicas européias devem apresentar "uma resposta rápida e estreitamente coordenada para ajudar à recuperação do crescimento econômico mundial".
Já foram realizados também encontros do G7 (grupo dos sete países mais ricos) e do G20 financeiro (grupo dos principais ministros de economia e presidentes de bancos centrais) para tentar concentrar esforços para debelar a crise.


Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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