Lucro da Vale sobe 167% e bate R$ 12,4 bilhões no terceiro trimestre
da Folha Online
A mineradora Vale do Rio Doce anunciou nesta quinta-feira que obteve lucro de R$ 12,433 bilhões no terceiro trimestre de 2008, com alta de 166,9% sobre o mesmo período do ano passado e de 171,9% sobre o segundo trimeste deste ano.
Por sua vez, a receita bruta da empresa teve alta de 33,4% entre o terceiro trimestre de 2007 e 2008, atingindo R$ 21,387 bilhões. O Ebitda (lucro ante juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 11,352 bilhões --41,9% a mais do que em igual intervalo do ano passado.
Seguindo o USGAAP (regras contábeis norte-americanas), o lucro da mineradora foi de US$ 4,821 bilhões, ou 64% sobre o terceiro trimestre de 2007. Na mesma base de comparação, a receita bruta subiu 49,2%, para US$ 12,122 bilhões, e o Ebitda cresceu 59,3%, para US$ 6,374 bilhões.
Segundo a empresa, o desempenho foi apoiado "em recordes históricos de receita operacional, resultado operacional, geração de caixa e em grande solidez financeira." Ela obteve, entre outros, recordes na produção de minério de ferro, pelotas, níquel, bauxita, alumínio, alumina, cobalto e carvão térmico.
A desvalorização do real ante o dólar também colaborou para o resultado positivo. Segundo a mineradora, esse efeito contribuiu para elevar o ganho no trimestre em R$ 2,849 bilhões.
Crise
A crise financeira global teve destaque no comunicado do resultado trimestral da Vale. A empresa disse estar confiante no mercado de minérios, mas que no curto prazo o negócio terá maiores riscos. "Não obstante nossa crença nos bons fundamentos de longo prazo dos mercados de minérios e metais, no curto prazo nos defrontamos com um cenário econômico global em que os riscos se elevaram de maneira significativa", diz a mineradora em nota.
Um dos efeitos que a crise pode trazer à Vale é a redução dos investimentos. No terceiro trimestre a empresa investiu US$ 1,695 bilhão, ou 47,1% a menos do que no segundo trimestre --quando a crise ainda não tinha estourado.
"Esperamos a continuação da desaceleração econômica global, com o ritmo de crescimento caindo no curto prazo ao nível observado na recessão de 2001. Esperamos que uma recuperação gradual comece no segundo semestre de 2009, com a expansão global voltando à tendência de longo prazo possivelmente apenas em 2010", disse a empresa.
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