Dinheiro
24/10/2008 - 08h50

PIB do Reino Unido tem primeira queda em 16 anos no 3º trimestre

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da Efe

O PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido registrou no terceiro trimestre uma queda de 0,5%, primeira queda em 16 anos. O indicador eleva os temores de que a economia britânica esteja a caminho de uma recessão. Os dados preliminares foram divulgados nesta sexta-feira pelo ONS (Escritório Nacional de Estatística, na sigla em inglês).

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Tanto o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, como o presidente do Banco da Inglaterra (BC britânico), Mervyn King, admitiram pela primeira vez nesta semana que o Reino Unido está entrando em recessão, o que seria confirmado com dois trimestres consecutivos com retrocesso do PIB.

Com essa queda no terceiro trimestre, a economia britânica continua sua contração, já que cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2007, 0,6% no terceiro e no quarto, 0,3% nos primeiros três meses de 2008 e finalmente ficou estagnada no segundo trimestre.

Por atividades, tanto a produção industrial como a manufatureira caíram 1% entre o segundo e o terceiro trimestre, enquanto a construção diminuiu 0,8%.

A produção total do setor serviços caiu 0,4% --distribuição, hotéis e restaurantes diminuíram 1,7%--, e o setor financeiro e o de negócios 0,4%.

Gordon Brown admitiu nesta semana que a crise econômica mundial "provavelmente causará recessão" no Reino Unido. Ele usou pela primeira vez a palavra "recessão" durante seu discurso semanal no Parlamento, após Mervyn King reconhecer também este fato no dia anterior.

O Niesr (Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social, na sigla em inglês) previu nesta semana que a economia do Reino Unido diminuirá 0,9% em 2009 (o que representaria o primeiro ano completo de recessão desde 1991), com uma queda generalizada do consumo e do investimento.

Além disso, a agência de qualificação Standard & Poor's (S&P) também afirmou que a economia britânica retrocederá 0,2% em 2009, após crescer 1% este ano, enquanto a Ernst & Young ITEM Club previu para o ano que vem um retrocesso de 1%.

Às informações negativas do PIB britânico se juntam as relativas ao emprego e ao consumo. Assim, o número de desempregados aumentou em 164 mil entre junho e agosto, até alcançar o total de 1,79 milhão, o nível mais alto desde 1999. Esse número equivale a 5,7% da força de trabalho do país.

Por outro lado, as vendas no varejo aumentaram em setembro 1,8% em comparação ao mesmo mês de 2007, sua menor taxa anualizada desde fevereiro de 2006, embora a queda mensal de 0,4% seja menor que a esperada pelos analistas.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
sem opinião
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Marcelo Bruno (76) 26/11/2009 14h34
Marcelo Bruno (76) 26/11/2009 14h34
[Richard Adams] Não há risco de os países ricos "quebrarem", enquanto o resto do mundo (leia-se China, países árabes, Brasil, etc.) continuar a financiar suas dívidas. No caso dos Estados Unidos em particular, o risco é praticamente nulo. Colocando de forma simples, se o amplo excedente de capital no mundo não for investido em títulos do Tesouro americano, será investido em quê ?
A argumentação acima não quer dizer obviamente que os EUA não terão que fazer um ajuste fiscal em algum momento do futuro. Em algumas economias menores e sem moeda de reserva (p.ex. Reino Unido), esse ajuste terá que vir mais cedo (provavelmente após a próxima eleição geral em maio de 2010).
6 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (57) 26/11/2009 14h21
Olmir Antonio de Oliveira (57) 26/11/2009 14h21
A respeito da reportagem , Dubai. È sabido que as reservas de petroleo não são infinitas, dizem relatórios, poços e reservas em alguns paises já se mostram desgastadas, e países que sequer conseguiram fazer a transição para outas fontes de recitas e ou de subsistencias, e por isto no momento seriam os preços do petroleo a sua única salvação para o curto prazo. de países que já teriam vendidos e ou colocado a venda alguns de seus ativos no exterior exemplifico: bancos no Usa. O Usa é um grande mercado e uma espécie de centro do mundo. quanto a preço e ou possibilidade de compra e ou valor a se pagar. se por preço atual, com desagio, e no momento no atual cenário dificilmente teria agio, setores com grandes vendedores de participações e ou controles......O fundamental é conhecimento, e nossa basicas de espertize, ou colocação em um mercado mais competivo, e aindo com ativos de liquidez duvidoza, e ou ainda que pode demorar para se recuperar. Boas marcas são bem vindas para carteira institucional, mas tem marcas que após a crise deteles ficaram com manchas, e até sugerem duvidas, dado o atual nivel de conhecimento e ou meios de comunicação, do ponto de vista popular, e ou difusão de informações e conceituações..... sem opinião
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