Crise reduz tráfego aéreo de carga em 7,7% em relação a 2007
ISABEL SACO
da Efe, em Genebra (Suíça)
A Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo, na sigla em inglês) informou nesta sexta-feira que o setor enfrenta "situação dramática" pela queda dos tráfegos mundiais de carga e de passageiros, que em setembro caíram 7,7% e 2,9%, respectivamente, em relação a 2007.
Em entrevista coletiva telefônica, o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani, disse que os números do tráfego aéreo de carga refletem claramente o impacto da crise financeira sobre a indústria da aviação.
Bisignani ratificou as previsões de seu organismo, de que o setor perderá em torno de US$ 5,2 bilhões neste ano.
A tendência negativa do tráfego de carga acentuou-se fortemente em setembro, seu quarto mês consecutivo de retrocesso (0,8% em junho, 1,9% em julho e 2,7% em agosto).
A queda mais dramática em setembro ocorreu na Ásia (10,6%), enquanto o Oriente Médio foi a única região que experimentou uma alta, de 5%.
Na Europa e na América do Norte, os retrocessos foram de 6,8% e 6%, respectivamente.
Bisignani lembrou que 35% do montante do comércio mundial se transporta por via aérea, os bens mais caros, como os de alta tecnologia.
"Isto nos dá a idéia de que estamos entrando em uma verdadeira recessão mundial", afirmou, após lembrar que a queda de 7,7% em carga é a mais severa desde a crise da bolsa provocada pela explosão da bolha tecnológica em 2001.
Sobre tráfego de passageiros, o responsável da associação de companhias aéreas lembrou que não se observava uma diminuição desde 2003 - por causa epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars, na sigla em inglês).
Somente a América Latina manteve-se à margem da queda e teve um aumento de 1,7% de passageiros, embora Bisignani tenha ponderado este resultado, assinalando que, embora positivo, é muito inferior ao crescimento de11,9% dos meses anteriores.
A região da Ásia/Pacífico --que compreende China e Índia-- registrou uma diminuição de 6,8%, enquanto na Europa a baixa foi de 0,5% e na América do Norte de 0,9%.
Bisignani queixou-se do "pouco apoio" que seu setor recebe dos governos e, após alegar que "não pedimos dinheiro", disse que o que as companhias aéreas reivindicam é ter as mesmas liberdades e ferramentas de que desfrutam outros setores.
Mencionou, como exemplos, a necessidade de acesso aos mercados e capitais internacionais.
No meio deste panorama, o diretor-geral de Iata disse que "a única boa notícia" foi a queda do preço do petróleo, cuja cotação média atual é praticamente a metade em relação ao mês de julho.
No entanto, esclareceu que "isso não compensa a forte queda do tráfego" de carga e de passageiros.
Ressaltou seu pessimismo quanto aos números anunciados hoje corresponderem a setembro, antes da turbulência financeira e que os governos tivessem que sair em resgate de seus bancos para evitar a quebra de seus sistemas financeiros.
Bisignani concluiu assinalando que esperava que os governos tomassem nota da situação da aviação, "um setor essencial para manter em andamento a aldeia global".
Opinou que "2009 será um ano muito difícil" porque previsivelmente "nos veremos pela primeira vez em uma recessão global".
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Em São Paulo, capital, 5% do PIB é da administração pública, o resto é privado, ou seja, 95% de gente ralando de verdade.
Conclusão: Isso é um dado interessante de quem realmente trabalha nesse país e sustenta toda a embromação de , por exemplo, Brasília.
Brasil é isso: Todos ralando para sustentar Brasília que vive de 100% de dinheiro público.
[]s
Eduardo.
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