Conselho econômico defende redução de juros e fundo para PAC
da Agência Brasil
O CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão) pediu nesta sexta-feira a redução das taxas de juros e também sugeriu a criação de um fundo para manutenção de créditos e garantia de recursos para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
De acordo com o conselheiro e presidente da Associação das Indústrias de Base e Infra-Estrutura, Paulo Godoy, com o aumento do custo do crédito, decorrente da crise financeira internacional, não é necessário manter o aumento das taxas de juros.
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"Isso já serve para substituir a alta dos juros. Acreditamos que nesse momento era necessário interromper essa alta".
O ex-governador e conselheiro Germano Rigotto também falou da necessidade de reduzir os juros. Segundo ele, não há mais expectativa de alta da inflação como antes.
"Tem que haver a partir da reunião do Copom [(Comitê de Política Monetária do Banco Central], na próxima semana, o fim do aumento da taxa Selic. Hoje a situação é diferente, porque havia uma perspectiva de inflação e desaceleração econômica". Hoje a taxa está em 13,75% ao ano.
Sobre a sugestão de criação de um fundo para assegurar as obras do PAC, Godoy explicou que os recursos seriam de R$ 10 bilhões, e que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Caixa Econômica gerenciariam a verba.
"O que precisamos é restabelecer um crédito complementar que auxilie a estrutura de financiamentos de longo prazo". Godoy disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai estudar a proposta.
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