Dinheiro
24/10/2008 - 14h22

FMI oferece US$ 200 bi em ajuda a países em dificuldades devido à crise

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da Folha Online

O FMI (Fundo Monetário Internacional) dispõe de US$ 200 bilhões para empréstimos de uso imediato, e que podem ser concedidos através do chamado Mecanismo de Financiamentos de Emergência, que proporciona condições mais favoráveis que as dos processos normais, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira.

O diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, destacou a prontidão do órgão para realizar empréstimos a países que precisem de ajuda devido aos efeitos da crise. "Estamos prontos para responder qualquer pedido de país enfrentando problemas", disse, em um comunicado.

O FMI informou que a turbulência financeira que abalou os países ricos começou a afetar o crescimento dos países emergentes. "A economia mundial está entrando em um grande declínio em face do mais perigoso choque financeiro em mercados financeiros desenvolvidos desde 1930", diz o comunicado do Fundo.

No relatório "World Economic Outlook" ("Perspectiva Econômica Mundial"), divulgado no último dia 8, o FMI reduziu a previsão de crescimento da economia global de 4,1% para 3,9% neste ano e de 3,9% para 3% no próximo ano.

O mecanismo foi criado em 1995 e foi utilizado em 1997, para ajudar as Filipinas, a Tailândia, Indonésia e Coréia do Sul; em 2001 para ajudar a Turquia; e neste ano para ajudar a Geórgia. Esse mecanismo permite a aprovação de empréstimos do Fundo mais rapidamente que pelos processos normais. As condições para o empréstimo podem ser negociadas e o valor solicitado pode ser maior que o permitido por vias normais.

Islândia

O Fundo anunciou também hoje um acordo preliminar com a Islândia para um empréstimo de US$ 2,1 bilhões para apoiar a recuperação da confiança no sistema bancário do país e a estabilização da moeda --a coroa islandesa.

Após ser revisado pela gerência do FMI, o acordo pode ser apresentado ao comitê executivo para aprovação no início de novembro. Assim que for aprovado, a Islândia poderá retirar já US$ 833 milhões.

"A Islândia elaborou um ambicioso programa econômico, a fim de restaurar a confiança no sistema bancário, estabilizar a coroa islandesa através de políticas macroeconômicas robustas e ajudar o país a alcançar a consolidação fiscal no médio prazo após o colapso do sistema bancário", declarou Strauss-Kahn.

"O programa está voltado para medidas imediatas necessárias para restaurar a confiança e a estabilidade econômica e financeira. A meta é dar apoio ao esforço da Islândia para se ajustar à crise econômica de forma mais ordenada e menos dolorosa."

Neste mês, o governo islandês nacionalizou a maior instituição de crédito do país, o banco Kaupthing --o terceiro a ser submetido a esse processo. Os outros dois bancos nacionalizados no país foram o Landsbanki e o Glitnir.

A medida foi tomada por iniciativa própria do Kaupthing, cuja direção renunciou em bloco, segundo um comunicado do banco. O presidente da direção do banco, Sigurdur Einarsson, afirmou que a situação financeira do Kaupthing era boa, mas os problemas de sua filial britânica levaram à situação atual.

Comentários dos leitores
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Polycarpo Quaresma (26) 27/11/2009 21h01
Quem vende commodities não deve construir prédios com mais de 20 andares. Patético sem opinião
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Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
Langstein Almeida (5) 27/11/2009 20h08
O governo Obama passou ao poder dos bancos mais de dois trilhões de dólares, arrecadados com venda dos títulos da dívida pública americana, que já descambou de 14 trilhões de dólares. Só a China é credora de mais de um trihão de dólares. O Brasil deve ser credor de mais de 200 bilhões de dólares. O maior devedor do mundo são os Estados Unidos.
Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
sem opinião
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Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Eduardo Giorgini (431) 27/11/2009 20h04
Caros leitores, digam nomes de empresas de Dubai sem ser ligado ao petróleo.
Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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