FMI oferece US$ 200 bi em ajuda a países em dificuldades devido à crise
da Folha Online
O FMI (Fundo Monetário Internacional) dispõe de US$ 200 bilhões para empréstimos de uso imediato, e que podem ser concedidos através do chamado Mecanismo de Financiamentos de Emergência, que proporciona condições mais favoráveis que as dos processos normais, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira.
O diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, destacou a prontidão do órgão para realizar empréstimos a países que precisem de ajuda devido aos efeitos da crise. "Estamos prontos para responder qualquer pedido de país enfrentando problemas", disse, em um comunicado.
O FMI informou que a turbulência financeira que abalou os países ricos começou a afetar o crescimento dos países emergentes. "A economia mundial está entrando em um grande declínio em face do mais perigoso choque financeiro em mercados financeiros desenvolvidos desde 1930", diz o comunicado do Fundo.
No relatório "World Economic Outlook" ("Perspectiva Econômica Mundial"), divulgado no último dia 8, o FMI reduziu a previsão de crescimento da economia global de 4,1% para 3,9% neste ano e de 3,9% para 3% no próximo ano.
O mecanismo foi criado em 1995 e foi utilizado em 1997, para ajudar as Filipinas, a Tailândia, Indonésia e Coréia do Sul; em 2001 para ajudar a Turquia; e neste ano para ajudar a Geórgia. Esse mecanismo permite a aprovação de empréstimos do Fundo mais rapidamente que pelos processos normais. As condições para o empréstimo podem ser negociadas e o valor solicitado pode ser maior que o permitido por vias normais.
Islândia
O Fundo anunciou também hoje um acordo preliminar com a Islândia para um empréstimo de US$ 2,1 bilhões para apoiar a recuperação da confiança no sistema bancário do país e a estabilização da moeda --a coroa islandesa.
Após ser revisado pela gerência do FMI, o acordo pode ser apresentado ao comitê executivo para aprovação no início de novembro. Assim que for aprovado, a Islândia poderá retirar já US$ 833 milhões.
"A Islândia elaborou um ambicioso programa econômico, a fim de restaurar a confiança no sistema bancário, estabilizar a coroa islandesa através de políticas macroeconômicas robustas e ajudar o país a alcançar a consolidação fiscal no médio prazo após o colapso do sistema bancário", declarou Strauss-Kahn.
"O programa está voltado para medidas imediatas necessárias para restaurar a confiança e a estabilidade econômica e financeira. A meta é dar apoio ao esforço da Islândia para se ajustar à crise econômica de forma mais ordenada e menos dolorosa."
Neste mês, o governo islandês nacionalizou a maior instituição de crédito do país, o banco Kaupthing --o terceiro a ser submetido a esse processo. Os outros dois bancos nacionalizados no país foram o Landsbanki e o Glitnir.
A medida foi tomada por iniciativa própria do Kaupthing, cuja direção renunciou em bloco, segundo um comunicado do banco. O presidente da direção do banco, Sigurdur Einarsson, afirmou que a situação financeira do Kaupthing era boa, mas os problemas de sua filial britânica levaram à situação atual.
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Um credor só está realmente seguro quando seu devedor dispõe de renda anual suficiente para quitar a dívida. Se os EU tivessem superávit primário, isto é, maior arrecadação do que despesa, no valor de um trilhão por ano, passariam 14 anos para pagar a seus credores. Isto, sem falar nos juros! Em vez de superávit, o Império terá este ano um déficit fiscal de mais de um trilhão e meio.
Em respeito à ciência financeira, esses credores nunca mais receberiam seus créditos. Em respeito ao arcenal bélico do devedor, todos os credores estão tranquilos... Seria o chefão do morro devendo a todo morador, mas todos tranquilos e muito confiantes no poder de fogo do valentão!
O perigo é o chefão dizer que não pode pagar agora e que todos esperem mais uns 50 anos. Mesmo com muito dinheiro para receber, quem iria enchocalhar a onça pintada?!
O Lula deveria criar o banco Unasul e nele todos os países latinos depositariam suas reservas em moeda forte.
Os credores dos EU não devem esquecer que esse grande devedor está sustentando várias guerras: no Iraque, no Afeganistão, no Paquistão e mais de 900 bases militares, e de quebra 7 só na Colômbia.
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Obviamente é fácil concluir a podridão de tudo isso.
País sem empresas de tecnologia e educação de qualidade, é país "oco".Sobe e desse rápido.
[]s
Eduardo.
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