Bolsas de NY fecham em baixa com temor de recessão global
da Folha Online
As Bolsas americanas fecharam com perdas nesta sexta-feira, puxadas pelos temores cada vez maiores de que a economia global, e não apenas a dos EUA, entrará em recessão. As principais justificativas dos investidores para esse temor foram o mau desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido no terceiro trimestre e resultados corporativos ruins.
A Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês) fechou em queda de 2,47%, a 8.476,20 pontos no índice Dow Jones (que chegou a cair mais de 5% hoje), enquanto o S&P 500 caiu 3,45%, para 876,77 pontos. A Bolsa tecnológica Nasdaq encerrou negócios em baixa de 3,23% no indicador Nasdaq Composite, indo para 1.552,03 pontos.
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O temor de uma recessão, que se instalou no mercado financeiro desde setembro do ano passado, com a quebra do banco Lehman Brothers, continua a pesar sobre a confiança dos investidores. E indicadores de que a "economia real" já é afetada pela crise financeira ajudam a aguçar ainda mais a desconfiança.
O PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido registrou no terceiro trimestre uma queda de 0,5%, primeira queda em 16 anos. O indicador eleva os temores de que a economia britânica esteja a caminho de uma recessão. Nesta semana, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o presidente do Banco da Inglaterra (BC britânico), Mervyn King, admitiram a possibilidade de uma recessão no Reino Unido.
O ministro das Finanças britânico, Alistair Darling, afirmou hoje que o Reino Unido conseguirá superar a desaceleração econômica, apesar de admitir que o país enfrenta um "período difícil". "Será um período difícil, mas tenho absoluta confiança em que o superaremos. Queremos ajudar as pessoas a enfrentarem este período, colocando mais dinheiro nos bolsos", declarou o ministro. Ele acrescentou que o Reino Unido deve trabalhar com outros países para assegurar que os esforços que forem sentidos aqui sejam repetidos em outros lugares.
Os resultados corporativos também ajudam no mau humor. A Microsoft, por exemplo, trouxe ganho superior ao esperado pelos analistas no terceiro trimestre, mas admitiu que as vendas cairão no próximo ano. Já a Xerox anunciou lucro menor que o esperado para o período.
Empresas do ramo minerador, em especial petrolíferas, são outras que ajudam a derrubar os índices em Nova York. No caso deles, o problema é a continuidade da queda dos preços do petróleo. Hoje os contratos do barril de petróleo para entrega em dezembro na Nymex (New York Mercantile Exchange) recuaram 5,4% em relação à sessão anterior, para fechar a US$ 64,15. Esse é o valor mais baixo desde maio de 2007.
Por conta disso, empresas como a Exxon Mobil (-1,92%), Chesapeake (-4,9%) e Alcoa (-5,81%) tiveram fortes perdas --mas menores do que as ADRs (papéis de empresas estrangeiras negociadas nas Bolsas americanas) das ações ordinárias da Petrobras (-12,62%) e Vale (-8,6%).
O dia ainda contou com novos desdobramentos da crise financeira propriamente dita. O destaque foi a compra do banco National City pelo concorrente PNC por US$ 5,6 bilhões, que assim se tornou o quinto maior banco dos Estados Unidos. Como a compra foi por um preço abaixo do de mercado, as ações do National City despencaram 24,7%.
O crescimento de 5,5% nas vendas de casas usadas nos EUA em setembro praticamente não teve efeito sobre os investidores. A NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis, na sigla em inglês) informou que o resultado foi o melhor desde julho de 2003.
A ligeira queda na taxa Libor ("London Interbank Offered Rate") para empréstimos de três meses em dólares, que normalmente poderia animar os investidores, também foi ignorada: a taxa recuou de 3,54% para 3,52%. O movimento para baixo dessa taxa sinaliza que a desconfiança entre os bancos aos poucos vai diminuindo, o que pode descongelar os mercados de crédito --embora o temor de recessão global ainda esteja assustando os investidores.
A Libor é a referência para cobrança de juros por empréstimos que as maiores instituições bancárias fazem entre si. Por isso, ela é utilizada como base para que os bancos calculem os juros que cobram em outros empréstimos. A Euribor, por sua vez, foi introduzida depois da criação do euro, em 1999.
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Especial


Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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