Brasileiro deve levar uma vida normal, apesar da crise, diz Mantega
YGOR SALLES
da Folha Online
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira que as pessoas devem levar "uma vida normal", apesar da crise financeira global. Segundo o ministro, se as pessoas se preocuparem, sem necessidade, sobre o assunto, aí sim que o Brasil terá problemas.
"Devemos procurar ter uma vida normal. Se todo mundo ficar preocupado e com medo, aí que você vai criar um problema econômico. Você vai deixar de consumir e deixar de comprar um carro ou uma casa e de fato vai reduzir o nível de atividade", disse o ministro após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, para discutir a crise.
Mantega deu o seu próprio exemplo ao dizer que está comprando uma casa nova. Porém, essa compra será apenas "com oito ou dez prestações".
Para Mantega, o contágio da crise no Brasil é mais psicológico que real. "O quadro internacional muito forte (...) causa um contágio psicológico, nem é no nível das operações. Há até um impacto de crédito, mas muito menor do que em outros países", afirmou.
Sobre o impacto da crise no país, o ministro disse que a situação continua a mesma em relação a semana passada. "Na esfera internacional, ainda não há uma melhoria expressiva no quadro. Embora os governos tenham tomado várias medidas, não se traduziram em uma irrigação de crédito para o setor produtivo", afirmou.
"Estamos preocupados com a irrigação de crédito do setor agrícola, de construção civil, do setor automotivo e de capital de giro de modo geral", afirmou.
Mantega disse ainda que o governo trabalha junto com os bancos, principalmente Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, para que o crédito chegue à mão desses setores.
Segundo Mantega, a situação do Brasil é melhor que a de outras países e reconheceu que, no exterior, a crise pode se tornar uma recessão.
"A redução do valor dos imóveis está diminuindo o poder aquisitivo da população americana e européia, e com isso é quase certo que haverá uma retração na atividade econômica e até mesmo uma recessão", disse Mantega, citando como exemplo a divulgação do PIB da Inglaterra, "que poderá ser seguido por outros países".
Derivativos
Mantega rejeitou a tese de que o governo irá socorrer as empresas que tiverem perdas com apostas no mercado de derivativos cambiais.
"O governo não vai salvar nenhuma empresa porque são assuntos privados. As empresas que ousaram no mercado financeiro e no mercado futuro têm de pagar o preço de sua ousadia, e não será o governo que vai cobrir isso", afirmou.
Na opinião dele, a obrigação do governo nesse caso é garantir crédito e liquidez "a preços de mercado" para que as empresas continuem operando normalmente.
"É preciso que esse crédito cheque a essas empresas, afinal de contas estamos falando de empresas exportadoras que são sólidas", afirmou.
Mantega afirmou não acreditar que estas perdas com derivativos cambiais sejam muito grandes. "É um valor que pode ser absorvido pela economia brasileira com facilidade", afirmou.
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Ele tem que ser usado de base para medir o poder de compra e quanto os governos estao inflacionando o mercado imprimindo dinheiro como querem.
O deficit publico mundial eh vergonhoso. Se imprime dinheiro para paga-lo e quem acaba pagando mesmo a conta eh o trabalhador via inflacao, ou desvalorizacao de seu dinheiro, principlamente no Brasil onde se ha somente uma moeda - pura ditadura economica.
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SO O FATO DA OPSIÇÃO PUNIR O GOVERNADOR SO AI VAI GANHAR VOTOS E MUITTOS VOTOS POIS O BRASILEIRO EM SUA MAIORIA E HONESTO SE REALMENTE O DEDO DURO DO DURVAL TENHA RAZÃO E SO DAQUI DOIS MESES PEDIR O SIGILO BANCARIO DELE E DA FAMILIA VAI TER UM DEDINHO CORTADO NESTA SUJEIRA E SO ESPARAR PARA VER
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A renda per capita da população seria importante no estudo da dívida?
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