Crise financeira é principal assunto entre as fabricantes de carros no Brasil
MARCEL GUGONI
da Folha Online
A crise financeira mundial já se transformou no principal assunto do 25º Salão Internacional do Automóvel, que começa nesta quinta-feira (30) e vai até o próximo dia 9 de novembro. As principais montadoras e fabricantes de veículos do país apresentaram lançamentos e exibiram seus modelos em meio às incertezas do mercado.
Para o presidente da Fiat no Brasil, a crise ainda não atingiu o Brasil da maneira como afeta outros países, mas as empresas já estão cautelosas. Cledorvino Belini afirmou que a empresa mantém a estimativa de investimentos de R$ 5 bilhões até 2010.
"A estratégia era como a esperada, mantendo todos os lançamentos", afirmou Belini. Segundo ele, "o Brasil tem uma indústria automotiva vigorosa e um mercado interno forte". A idéia para 2009 é que a empresa volte a crescer, declarou o executivo.
A companhia minimiza a relação das férias coletivas de 1.700 funcionários com a crise. Belini afirma que a montadora já havia planejado as folgas antes mesmo da turbulência e que a produção será "adaptada" ao novo cenário.
A francesa Renault compartilha da mesma visão. Jérôme Stoll, presidente da unidade brasileira, afirma que "ainda é cedo para especificar números de vendas. Mas acreditamos no potencial do mercado brasileiro". A previsão da montadora é comercializar 2,75 milhões de unidades até o fim do ano.
"O planeta entrou em uma crise sem precedentes. Desconhecemos suas proporções e não sabemos como e quando ela vai terminar", disse.
Financiamentos
Entre as medidas das montadoras está o uso do banco de horas e o aumento de crédito por meio de bancos próprios. O presidente da Renault informou que os financiamentos feitos pelos bancos da montadora podem passar de 15% para 30% entre o primeiro e segundo semestres. A idéia é aumentar o crédito e diminuir o ritmo de produção para compensar o desaquecimento nas vendas.
A Peugeot também fala em financiamento próprio. Laurent Taste, presidente da montadora no Brasil, afirma que as vendas financiadas pelo Banco Peugeot subiram de 30% a 40% nas últimas semanas, mesmo com a diminuição do crédito.
Segundo Taste, "o que o governo precisa fazer para ajudar o setor industrial é crédito". A montadora não descarta uma diminuição na produção nos próximos meses, mas a primeira alternativa é ajustar a relação com fornecedores e utilizar o banco de horas para os funcionários.
Para tentar diminuir os efeitos da crise no mercado automotivo, o governo anunciou na semana passada que estuda permitir ao Banco do Brasil atuar sobre o setor de financiamento. O projeto pode deixar o banco atuar no financiamento de automóveis diretamente, em parceria com as montadoras, financiando as montadoras ou adquirindo as financeiras.
Mundo
Lá fora, a crise já bateu forte nas montadoras. A General Motors, a maior fabricante de automóveis do mundo, anunciou no começo do mês o fechamento de duas fábricas nos Estados Unidos. Entram nos cortes uma unidade de produção de picapes e SUV (veículos utilitários esportivos), outra de impressão de metais e 2.720 postos de trabalho.
Já a fabricante de automóveis Ford anunciou que demitirá outros 500 funcionários, um corte que se somará aos 350 demitidos de agosto. Os cortes afetarão a unidade australiana da empresa americana.
Nos EUA, os fabricantes de automóveis assistiram, em setembro, à queda generalizada nas vendas. A queda na demanda ultrapassou os dois dígitos para todas as montadoras.
A Nissan --sexta fabricante nos Estados Unidos em números de vendas-- liderou o ranking, com uma diminuição de 36,8% nas unidades comercializadas. A Ford e o grupo Chrysler registraram, respectivamente, quedas de 34% e 33% nas vendas, enquanto as japonesas Toyota e Honda, que até agora vinham se mostrando como as mais resistentes às oscilações do setor, viram as compras de veículos despencar 29,5% e 20,9%.
25º Salão Internacional do Automóvel
Quando: de 30 de outubro a 9 de novembro
Horário: 30 de outubro a 8 de novembro, das 14h às 22h (entrada até às 21h); 9 de novembro, das 11h às 19h (entrada até às 17h)
Onde: pavilhão de Exposições do Anhembi, avenida Olavo Fontoura, 1.209 - Santana (São Paulo)
Preço: de R$ 20 (crianças de 5 a 12 anos) a R$ 30 (adultos e maiores de 12 anos); para menores de 5 anos e maiores de 65 anos a entrada franca
Como chegar: ônibus (gratuito) sai da estação Tietê, na Linha 1-Azul
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Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
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O que me preocupa é q nesta aventura serao gastos 2/3 do Pib; talvez em algo inútil - em minha opiniao a dependencia do petroleo tende a diminuir com o avança cientifico de outras formas. Mas encherá os bolsos da tchurma como NUNCA ANTEZ NA HIZTÓRIA.
goebbels se revira no tumulo. a turma da propaganda do governo é mais eficiente. Bom, o povo sendo mais inculto facilita.
Diga-ma qual o erro deportugues mais forte que vistes...eu vi um tal de eduardo Souza num forum escrever falço. Voce viu algo pior?
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Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
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