Dinheiro
28/10/2008 - 10h44

Espanha vai garantir aos bancos empréstimos de até US$ 125 bi em 2009

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da France Presse, em Madri

O Estado espanhol garantirá empréstimos interbancários em até 100 bilhões de euros (US$ 125 bilhões) em 2009, anunciou nesta terça-feira o secretário de Estado para a Economia, David Vegara, uma quantia idêntica à anunciada para 2008.

"Em 2008 poderão ser concedidos avais até um máximo de 100 bilhões de euros, a mesma quantia que foi fixada para 2009", disse Vegara, no fórum Cinco Dias.

O governo espanhol havia anunciado em 13 de outubro que garantiria estes empréstimos até um máximo de 100 bilhões de euros em 2008, sem revelar uma quantia para o ano 2009.

O Executivo de José Luis Rodríguez Zapatero está "trabalhando duramente para fechar os aspectos legais para que os avais possam ser dados o quanto antes", acrescentou Vegara.

A decisão de garantir os empréstimos interbancários é um dos pontos do plano do governo socialista para apoiar o setor financeiro.

Os bancos espanhóis foram pouco afetados até agora pela crise financeira internacional. Nenhuma entidade bancária teve de recorrer à ajuda dos poderes públicos, apesar da falta de liquidez.

O governo previu, no entanto, um dispositivo para poder entrar no capital dos bancos se for necessário.

Comentários dos leitores
José Alberto (216) 28/11/2009 14h13
José Alberto (216) 28/11/2009 14h13
Gente eu não conheço muito bem os mercados que envolvem muito dinheiro, mas uma coisa eu tenho certeza pois aqui no BRASIL quando se fala que não há problema algum monetario corram ou saiam debaixo, pois ai com governo faderal no meio tudo pode acontecer até assalto am suas poupanças, então corram no hsbc e retire a moeda de vcs senão já era, lembram-se dos precatorios e collor...corram já... sem opinião
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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