Pior da crise ainda não chegou, diz presidente da Renault
da France Presse
O presidente da Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, declarou nesta terça-feira (28) que a crise financeira mundial não será superada em várias semanas e que suas conseqüências para o setor automobilístico apenas começaram.
| Franck Robichon/Efe |
![]() |
| Presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que pior da crise não chegou |
"Acho que a crise não será rápida. Devemos nos preparar para enfrentar turbulências num período relativamente longo", afirmou Ghosn, em uma conferência em Tóquio.
"Em 2009, a situação do mercado automobilístico será, no melhor dos casos, moderada, algo que pode se estender até 2010, se a crise financeira não for resolvida até lá", continuou.
O setor está sendo duplamente afetado pela crise financeira, que reduz a quantidade de empréstimos, e pela conseqüente desaceleração econômica.
"Ainda não vimos o pior. Embora a crise financeira esteja sendo controlada, as conseqüências de um desaquecimento da demanda sobre os empregos vão ser sentidas a partir de agora", disse o presidente da Renault e da Nissan.
Para Ghosn, as empresas devem se concentrar agora nos objetivos de curto prazo, com uma atenção particular em sua tesouraria: "Hoje, a urgência está relacionada à gestão de liquidez", disse.
Leia mais
- Volks dá férias coletivas para 1.800 no Paraná
- Crise financeira é principal assunto entre as fabricantes de carros no Brasil
- Ação da Volkswagen sobe 93,27% e passa de mil euros
- GM negocia empréstimo federal para comprar Chrysler, diz jornal
- Renault-Nissan faz oferta de compra de 20% da Chrysler, diz jornal
Especial
- Leia a cobertura completa sobre a crise dos EUA
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


