Dinheiro
28/10/2008 - 11h44

Preço de casas nos EUA tem queda recorde em agosto

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da Folha Online

O preço das casas nas 20 principais regiões metropolitanas dos Estados Unidos recuou 16,6% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o indicador S&P/Case-Shiller, um dos de maior peso no mercado imobiliário americano. Trata-se do maior recuo anualizado que o índice, criado em 2000, já teve.

Na comparação com julho de 2006, quando o indicador teve seu pico, a perda já passa dos 20%. Além disso, pelo quinto mês seguido nenhuma das 20 cidades teve alta no preço anual.

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O indicador que conta as 10 maiores regiões metropolitanas, que existe há 21 anos, recuou ainda mais, a 17,7%, e também bateu o recorde negativo. Em relação ao seu ponto mais alto, em junho de 2006, o recuo é de mais de 22%.

O pior desempenho no desempenho em 12 meses até agosto foi o de Phoenix (Arizona), onde os preços recuaram 30,7%. Em seguida vieram Las Vegas (-30,6%) e Miami (-28,1%). Na outra ponta, as menores quedas foram de Dallas (Texas), a -2,7%, e de Charlotte (Carolina do Norte), a -2,8%.

Na comparação entre agosto e julho, duas cidades conseguiram apontar alta nos preços: Cleveland (Ohio), a 1,1%, e Boston, onde subiu 0,1%. A maior queda ficou com San Francisco (-3,5%).

Vendas

O movimento de redução de preços das casas também foi detectado pelo Departamento de Comércio americano, que informou ontem que as casas novas tiveram em setembro um preço 9,1% menor do que no mesmo mês de 2007, a US$ 218.400.

Em compensação, as vendas dessas casas subiram 2,7% em setembro. Segundo os dados, a taxa anual ficou em 464 mil unidades, ante 452 mil revista para agosto (queda de 12,6%).

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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